zugarramurdi, el pueblo de las brujas

Julho 10, 2013 — 2 comentários

por magia, pelo mistério das com~incidências, porque ainda há quem acredite em milagres, e porque assim se quis que assim fosse…
há umas semanas atrás, ainda em dias frios e com especial companhia, descobri este local: zugarramurdi.

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localizado no país basco, entre gloriosas montanhas, desta localidade conta a história que foi um dos principais locais de actividade ‘brujeril’.
o que a torna mais conhecida e visitadas são as magníficas covas Sorginen Leizea (nome basco que significa cova das bruxas), escavadas pelo fluxo da água ainda corrente – a regata do inferno, e onde a cavidade maior conta com aproximadamente 120 metros de comprimentos e 12 de altura.
a cavidade maior é também chamada de palco do inferno e foi rica de inúmeros rituais, celebrações e práticas de medicina natural pagã, profundamente enraizados na cultura local.
esta zona foi também berço dos rituais chamados de aquelares ou sabbats, onde as bruxas se juntavam e celebravam as suas capacidades de viajar entre mundos, os polémicos pactos com o diabo.

com a invasão do domínio eclesiástico, este local foi marcado por massacres que visavam controlar o poder e exterminar o paganismo, criando uma onda de pânico por uma inquisição que necessitava de impor a sua autoridade.

zugarramurdi é epicentro desta informação, com um museu dedicado a contar a história das suas gentes e das provações por que passaram. são celebradas todos os anos festividades em louvor à história e valor que recuperaram, sem o folclore associado a uma fantasia de bruxas. louvando a sabedoria de uma cultura e práticas ancestrais, que ainda pulsam as suas verdades.
(zugarramurdi é alvo de destaque no documentário bloody tales of europe, da national geographic.)

para além da história, é um local de uma beleza e energia incríveis.
seja qual for a versão da história que escolhamos apadrinhar, a dos oprimidos ou opressores, haverá a sabedoria da natureza, do local, das células de vida que em todos pulsa (onde homem e natureza somos um) que transpirará a verdade que nos faz sentido trazer à nossa vida.
para mim, para além do deslumbre da visita, esta passagem trouxe-me fagulhas para a celebração do nosso potencial, inerente a cada expressão de vida, da nossa capacidade de conexão, do potencial da celebração em irmandade. mais do que uma cova, este espaço apresentou-se-me como uma passagem, um caminho que podemos sempre percorrer marcado pela escolha da margem que queremos habitar, o caminho do abraçar a sombra e a luz, dor e prazer.

talvez para a próxima me dedique menos a estes sentires e mais a fotografar…
bem hajas Amala por me fazeres levar a máquina na mágica caminhada que nos levou até lá!
o país basco não pára de me surpreender…

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2 responses to zugarramurdi, el pueblo de las brujas

  1. 

    Txiiiiiiiiiiiii… Eu sabia!!!! ;)

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