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francisco

Julho 19, 2017 — 1 Comentário


q
uando preciso escrever, não filtro o idioma com que o corpo se expressa. os meus cadernos têm textos em igual proporção entre português, inglês e castelhano. hoje, quando finalmente algo saiu, saiu em inglês…
sei que precisava dedicar um belo espaço deste virtual ao querido Francisco, podia ter sido o menu especial de degustação de uma noite da Moagem /Mó Veggie Bistro; podiam ter sido imensas das memórias partilhadas; podiam ter sido fotos; … saiu um texto. precisava sair, provavelmente porque também precisaria chegar a algum lugar.
bem hajas querido amigo. vida longa em tanto que nos deixas.

 

 

to overcome trauma, time is gold and space is sacred.
silence becomes my biggest ally and movement jumps into the next level of awareness: to create the opportunity to move slowly, with all presence possible – through the emptiness of space not shared.
to move slowly is hard work, I’d say. harder than the huge amount of duties, requests, demands and never ending to dos of an intense work rhythm.
to stop requires a deeper level of trust.

the tiredness and sadness I feel comes from the place of chosen accumulation, a choice made with the consciousness of its need – now so urgent to dissolve. I had to lose touch with my inner intensity to respond to the outer magnitude. I had to select interactions or be shallow. I felt almost numb for several moments, and on some occasions not really seeing who and what was going around me. I was overwhelmed inside, and to be present to all that was going in meant I was less present outside. I found a new code for interactions: let’s keep it fast and focused. my attention won’t endure long.

so, I want to say that if I was giving you with more silence than normal, less patient than usual, less presence than what you know; if I did not saw you, if I did not recognize you: don’t take it personally. it was, as is, absolutely personal. I’m still very in, still needing to over-select interactions out.

* fires burning, emotions covered, waters contaminated, business opening, awake people sleeping, silence calling, love melting, lack of breath, babies growing, disappointment, fuel consumption, incompetence, events, misunderstanding, ego, chaos, beauty, dreams, reality. death. inner intensity, outer massiveness. *

it’s a big loss for each of us who knew Francisco. it’s a big loss even for the ones who didn’t know him – as his legacy and wisdom could (and surely will) feed so many.
I was privileged to be intimate with the man behind the teacher. I’ve expressed my gratitude several times, and I know well how we could value the exchanges we’ve made in all these years of friendship and work. I was overwhelmed by the connection my body made in the exact same moment the pulse of life moved to another flow. and I look back and remember it was also like this when my dad or my mom passed away. I bow to the big wisdom of this cosmos. my prayers of connection, ease, and love kept pulsing for long – though tears kept running on my face, all my skin seemed to cease her function of separating flesh from the void. I was all over. I had to rub me to feel where I started and where I ended.
and then I choose to resume. Resume all this intensity, to manage duties and internalize the loss: the loss of logic, the loss of control, the loss of expectations, …
more homework in the suitcase, how to propel living fully combined with seeding a bright future – when something like this suddenly shakes so deeply the floor I step in.
there is light in the depths of the sea – I keep “mantraing”.

when Francisco started diving he told me repeatedly how that was his refuge of becoming unknown, invisible. I guess he chose – filled with passion and joy – to master an art of becoming one with the blue, to gaze planktons, dance on seven seas and become finally invisible. but we all know, dear friend, all you’ve given out through your life of service will keep you visible again and again in the daily choices you inspired us to reach. in the legacy that you leave behind.

there is light in the depths of the sea – I keep “mantraing”.
and as I keep on the slow pace of reconnecting the pieces I had locked somewhere inside, I recognise the trembling tearful voice inside questioning: how… with so much that we need light on the surface of this land… I have to go deeper, make it personal and own my loss as I hunger for more light around – less density, more clearness, extra inspiration, more upliftment.

let’s be that what we seek.
and let’s share it with each other.
we, surely, all need it: to give and receive it.

thanks Francisco for being light.
flexible and rooted.

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update:
> homengagem ao Francisco na Assembleia da República, hoje dia 19/07, pelas 17h.

> para quem não teve oportunidade de conhecer o Francisco, ele deixa um enorme legado espalhado em milhares de alunos e concentrado no Instituto Macrobiótico de Portugal. recomendo a leitura atenta dos artigos por ele escritos e aqui partilhados:  artigos.

comme @ Mó

Maio 25, 2017 — Deixe um comentário

em breve, na Mó em Aljezur, será aqui que podem encontrar commemorare de commer!
para mais informação, sobre comidas e muito muito mais, acompanhem a programação da Moagem.

flores ser

Março 16, 2017 — 2 comentários

florescer é um dos verbos principal da primavera, o período do re-nascer e da energia ascendente. os dias mais luminosos alentam o espírito, o apetite tem tendência a diminuir, e o corpo prepara-se para uma limpeza natural dos excessos acumulados no período de frio e hibernação.

ao potenciar a eliminação do excessos, das camadas que já não nos são úteis, permitimos-nos estar mais permeáveis ao novo, e – quiçá – alcançar uma visão mais clara.
comidas mais leve, menos cozinhadas, germinadas, floridas. lembretes que nos despertem a habilidade fazer acontecer a primavera também de dentro para fora.

a quem não soa bem a proposta de se sentir mais leve e cheio de luz?
deste lado, finalmente ressurgindo, estamos em pulgas.

[ contagem decrescente para um grande equinócio: 3 dias, 17 horas, 10 minutos. :] 

☽ ☾
** She is the source of all life, the mover of blood, the breather of breath, the flow of the river’s water.
The Feminine is life. **
David Deida

She calls to us to recalibrate and restore, as we rise into our real work.
May faith be fed, may beauty nurture the essence of your body.
☾ ☽

por motivos pessoais vou fazer um pause nas publicações, por um período disciplinado e prolongado.

pelos mesmos motivos as encomendas para o natal estão condicionadas.
caso tenhas interesse em adquirir: caixinhas de bombons, caixinhas de super-balls/barrinhas, livrinhos de receitas, ou algum bolo especial pf envia-me um e-mail, ou contacta-me via telefone, até ao dia 09 de Dezembroresponder-te-ei com a lista de disponibilidades, valores e datas para entrega.

** vêm aí as BOAS FESTAS, cheias de oportunidades de mimos e derretimentos. **

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amlou

Outubro 25, 2016 — Deixe um comentário
amlou é uma mistura de iguarias locais marroquinas em forma de pasta/manteiga/creme/delicia: amêndoa tostada, óleo de argan e mel. um alimento bastante energético, que os locais utilizam sobretudo na confecção de pastelaria ou um pedacinho ao pequeno-almoço, no pão. ou com o chá a meio da tarde.
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na zona centro-sul de Marrocos, o óleo de argan é um dos recursos mais explorados e valorizados. a argânia (árvore do argan) garantiu – ao longo de centenas de anos – sobrevivência de gerações de berberes, e serve como uma natural e eficaz barreira à desertificação.
das árvores retiram-se os frutos para a produção de óleo de argan, madeira para combustível, e são recurso alimentar para as cabras que fazem parte também do equilíbrio de sustento das famílias locais.
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o óleo de argan é tradicionalmente produzido por técnicas que passaram através de gerações, de mães para filhas: as mulheres douar. é um trabalho intenso que começa pela colheita manual dos frutos nas árvores, um período de seca ao sol e a extração do fruto/semente.
para efeitos culinários as sementes são ligeiramente tostadas, prensadas em mó de pedra e filtradas.
para a cosmética, as sementes são prensadas a cru.
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actualmente, e como resposta à desertificação (com uma fraca valorização do argan não havia cuidado em manter as florestas, que foram sendo abatidas para lenha/combustível), à desvalorização dos recursos locais e ausência de postos de trabalho, foram criadas várias comunidades femininas que garantem a produção de qualidade, usando métodos tradicionais e mão de obra feminina e local. desta forma, preserva-se qualidade e a sabedoria desta práctica ancestral, criam-se e mantém-se postos de trabalho, gerando autonomia financeira para mulheres de faixas sociais mais carenciadas.
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as fotos foram feitas na Coopérative Al Amal (Amal = fé/esperança/sonho/desejo)
as mulheres acolheram-me com uma prontidão espontânea, onde a ausência de um mesmo idioma não nos atrapalhou a cooperação. uma das mulheres que falava francês, contava-me que as anciãs ficaram surpreendidas por eu ter apanhado a técnica à primeira pedrada. a velocidade é anos-luz incomparável mas ainda assim dei um simpático avanço e, por mim, teria ficado lá uns bons dias com elas, entre rugas e cumplicidades.
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o argan por Marrocos vende-se em praticamente todas as lojas, na rua, na beira da estrada. idealmente deve ser comprado o mais fresco possível e preservado ao abrigo da luz e do calor. para efeitos culinários, não é aconselhado para cozinhar a temperaturas e sim para tempero/uso em cru.
tem um sabor particular, quase que a azeitonas.
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após periodo de experimentação, partilharei receitas-resultantes, bem como mais informação sobre as suas propriedades medicinais.
isto se não terminar com o stock fazendo mais e mais amlou
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** To see them crushing the nuts and roasting them while singing and dancing as their mothers and their grandmothers used to do, one might not suspect that they are fully plugged into electronic commerce. ** [ https://www.idrc.ca/en/article/amal-hope-argan-oil-cooperative-changing-womens-lives ]
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a chegada do outono é a transição à qual o meu corpo reage com mais clareza. posso contornar, conscientemente empurrar com a barriga, mas ela atravessa-me os poros e atira-me para uma diferente relação com o plano horizontal – não fosse o movimento energético que caracteriza esta estação o da energia descendente…
congreguei umas linhas sobre esta época, associando ao tipo de alimentação que mais nos favorece:
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estação energeticamente caracterizada por um movimento para dentro, de congregação, de armazenar recursos, de planear os tempos de quietude do inverno, de organizar rotinas desordenadas em tempos de verão, de limpar excessos e, assim, melhor se adaptar à nova estação.
tudo na natureza contrai e move a sua essência para dentro e para baixo: as folhas e frutos caiem, as sementes secam, a seiva das árvores desce até à raiz, a erva começa a perder o seu verde, tornando-se mais clara e seca. a nossa pele seca, retrai, quebra.
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na medicina tradicional chinesa o outono está associado à energia metal (contracção), ao sentido do olfacto e aos pulmões. também ao maior órgão do nosso corpo: a pele. tal como as árvores perdem folhas, é tempo estimularmos a renovação da nossa pele.
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ao cozinharmos de forma a nos alinharmos ao outono é importante ter atenção a esta energia de abundância e contração – que pode ser sublinhada escolhendo sabores e alimentos terra e adstringentes.
é boa ideia a de cozinhar comida mais ácida, que ajuda a dar início ao processo de contração e ao focus mental. Pickles, chucrute, ameixas salgadas, vinagre, limão, lima, toranja, … tendo em atenção que pequenas quantidades tem um efeito forte.
aumentar também o consumo de raízes, tubérculos e sementes, alimentos ricos em minerais que ajudarão a cuidar da pele, cérebro, rins e sistemas estruturantes como os ossos e a dentição.
é tempo de estimular o apetite pela fragrância calorosa da comida cozinhada, temperada, salteada. cozinhando com menos água e a fogo lento, por períodos mais alargados de tempo resulta em comida mais concentrada que ajuda a espessar o sangue para os tempos mais frios, preparando o caminho para o inverno (elemento água).
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fazer jejuns no outono, como via a eliminar excesso de doces e de comida fria, ajuda a preparar uma adequada acumulação invernal. um tipo de dieta/jejum mais adequada será baseado em cereais e/ou vegetais – em detrimento de dietas/jejum à base de fruta.
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é também a época ideal para começar a esfregar o corpo a seco (com uma esponja suave de pelos naturais) ou com uma toalha de algodão quente e húmida – como movimentos ascendentes, removendo células mortas (trocando de pele), estimulando a circulação e uma mais eficaz transpiração.
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e preparar a ninho, o espaço onde nos sentimos seguros para recarregar, o aconchego a partir do qual acolheremos qualquer tempestade. onde recebemos os amigos, onde acenderemos o fogo, onde nos rendemos à inevitabilidade do hibernar.
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[ além do meu corpo, informação partilhada tem inspiração em escritos de paul pitchford, conceição trucon, francisco varatojo e brian clement ]
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para quem ande mais a norte, para quien habla castellano.
en euskadi y cantabria: 26 de Junio & 03 de Julio.
venga! os espero.

 

isabel* se apunta a estar en Estella y Santander para compartir su pasión por la comida medicina.

El tema de los talleres serán los picoteos sanos: veganos, sin azúcar, sin gluten y sobretodo: deliciosos!
Recetas que se adaptan a desayunos, meriendas, pinchos, … 
* bolitas energéticas * pudines en botes * creps * barritas de granola * leches vegetales *
recetas veganas, mix macrobiótica y crudívora 
sin: lácteos, animales, gluten, azúcar ni transgénicos


EL SANO PICOTEO: 
25 de junio, 10h30 > 13h
en Estella- Lizarra
info e inscripciones: SALUDARTE
telf: 695361783  ·  grupossaludarte@gmail.com
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06 de Julio, 10h30 > 13h
en Santander
info e inscripciones: Rebeca Madrazo Torre
telf: 680 827 569  · lakumpania.santander@gmail.com

* el manifiesto de la cocina commemorare – de isabel 
cocinar como un acto de amor: como hacer el amor.
cocinar como una declaración de intenciones: como crear relación entre alimento y aliento.
cocinar como un acto alquímico: como un procedimiento mágico de generar placer y salud.

porque cuando uno come, cuando uno elige con que se alimentar, elige como crear su sangre, como dar una forma a su cuerpo, como alimentar sus células, como nutrir sus sentidos.
porque cuando uno da a su cuerpo substancias que el las puede reconocer como comida, comida de verdad, su cuerpo agradece y retribuí. 
porque cuando uno dá a su cuerpo verdadera comida, sin los miles de complexos artificiales, uno amplia su sensibilidad y capacidad de reconocer los señales y lenguaje con que su cuerpo comunica. y esa – la sabiduría de la escuta del cuerpo – es uno de los más grandes tesoros que en esta vida podremos recordar. 

comer, como respirar, es uno de los actos más íntimos.
del qué te quieres rellenar? ;) 
 

** sobre isabel:
alma de artista, nacida en una familia de amantes de cocina, sirve su pasión por la salud integral de forma intuitiva, invitando a que descubramos nuestra sabiduría interna para mejor cuidar de nosotros mismos.
estudió y trabajó en el Instituto Macrobiótico de Portugal, he habitado diversas cocinas internacionales, aprendiendo y enseñando su maestría. 
platica el acto de cocinar como una meditación activa, enfocada en para quien y con que intención concibe cada iguaria. 
he resistido a apuntar sus espontáneas receptas, reconociendo ahora que es una estructura útil y necesaria para el compartir. 
publicó tres pequeños libros de receptas, y vive con la cabeza llena de ideas para muchos más. 

commedores da magia da vida :)
workshop com nova data em Lisboa, já já no mês de Junho.
vagas limitadas numa cozinha tão cheia de luz!


* TIME TO SNACK *. pequenos-almoços, lanches, picnics, aperitivos, … 
[ barrinhas cruas, smoothies, granola bar, panquecas, pudins, leites vegetais ]
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receitas vegan, mix macrobiótica e crudívora 
sem gluten, lácteos, animais, açúcar, gmo

18 de Junho, sábado
10h30 às 13h 
28€/pax com degustação 

workshop acessível para crianças!! 
pack família: 
adulto + criança -30%
2 adultos + criança -40%

inscrições e mais informações:
isabooo@gmail.com – 912 703 902 

food MIL-01


quem não conhece a filosofia que por aqui se pratica….


manifesto da cozinha~commemorare, por isabel:
cozinhar como um gesto de amor: como fazer amor.
cozinhar como uma declaração de intenção: como criar relação entre alimento e alento.
cozinhar como um acto alquímico: como um procedimento mágico de gerar prazer e saúde.

porque quando comes, quando escolhes com o que te alimentas, escolhes como criar o teu sangue, como dar forma ao teu corpo, como alimentar as tuas células, como nutrir todos os teus sentidos.
porque quando dás ao teu corpo substâncias que ele reconhece como comida, verdadeira comida, ele agradece e retribui.
porque quando lhe dás verdadeira comida, isenta de mil complexidades químicas, aumentas a sensibilidade e capacidade de reconhecer os sinais e a linguagem com que o teu corpo comunica. e essa – a sabedoria da escuta do corpo – é um dos maiores tesouros que nesta vida podemos recordar.

comer, como respirar, é um dos actos mais íntimos.
de quê que te queres rechear?! ;)

sobre a isabel:
alma de artista nascida em família de amantes da cozinha, serve a sua paixão pela saúde integral de forma intuitiva, convidando-nos a descobrir a nossa sabedoria interna para melhor cuidarmos de nós mesmos.
cursou e trabalhou no Instituto Macrobiótico de Portugal, passou por várias cozinhas internacionais, aprendendo e ensinando a mestria que agora serve.
encara o acto de cozinhar como uma meditação activa, focada em para quem e com que intenção prepara cada iguaria.
resistiu teimosamente a tomar nota das suas receitas, aprendendo agora que é uma estrutura necessária para a partilha.
editou três pequenos livros de receitas, e vive com a cabeça cheia de ideias para muitos mais.

doce delight *

Dezembro 20, 2015 — Deixe um comentário
doce d'light
que todo e qualquer motivo de celebração nos una.
uns aos outros, e cada um ao melhor de nós mesmos.
resgatemos esse poder de brilhar, sem vergonha.
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celebrar o regresso da luz a cada nascer do sol, a cada novo começo.
a suprema beleza que desperta perante dedicação, a benção de reconhecer a vida como merecedora de contemplação.
um canto para celebrar (o) que é bom :) 
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may we celebrate the return of light at each sunrise and each new beginning.
the ultimate beauty that arises from our devoted attention, the blessed knowledge that life is worthy of veneration.
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may we dare to shine our brightest gift. **

sagrado caccāre

Novembro 18, 2015 — 2 comentários

felizmente, é quase senso comum a consideração da saúde dos nossos intestinos como um ponto fundamental para a saúde de todo o nosso organismo.

cresci com a obrigação de que as minhas fezes fossem vistas diariamente, não só para garantir que elas existiam com essa regularidade, mas também para averiguar e diagnosticar a minha condição de saúde. sabedoria de mamãe. a minha saúde não era de facto grande coisa, e não tardou a que passasse a ser mais uma consumidora de laxantes – mais ou menos farmacológicos. o agiolax era companheiro de acampamentos, a célebre latinha serviu de instrumento musical em várias animadas fogueira.

agora, e sem qualquer dúvida graças às mudanças e escolhas alimentares que fui fazendo, tenho um relógio suíço interno – que me desperta diariamente para cumprir as suas matinais funções. quando não funciona, sei claramente que ando a desafiar o meu corpo a provações demasiado fortes para um equilíbrio da minha estrutura – seja por excesso de movimento (leia-se como falta de estabilidade) seja pela qualidade da alimentação in momentum.

cada um de nós, cada corpo, tem o seu limite, e a atenção ao sinais que o corpo emite permite-nos reconhecer até onde é ok desafiarmos o nosso corpo.

cultivar sensibilidade permite aumentarmos a capacidade de reconhecer sinais e, assim, agir em concordância. perdemos sensibilidade ao abusarmos do corpo passando por cima dos seus sinais de alerta. tão claro como o exemplo de, quando toca uma sirene como sinal de fogo, removermos a sirene em vez de atentarmos à razão pela qual ela está a soar.
permite-nos também estar despertos para a diferença entre experienciar desafios e viver em desafio. Não existem duas estruturas com uma mesma capacidade de enfrentar desafios – em tempo ou intensidade – bem como para cada estrutura um chamado ‘desafio’ é de natureza diferente. Uma experiência traumática para mim pode ser um passeio no parque para um power ranger. e vice-versa.

quando o meu alarme toca, quando os meus intestinos passam de suíços a alentejanos, se não posso mudar as condições que despoletam esta alteração, preciso claramente ajudar a minha estrutura a aproximar-se do equilíbrio.

para além das mezinhas que me ajudam a um equilíbrio orgânico (vede abaixo se já estais farto de ler ), tento dar-me tempo para aumentar uma relação consciente com o meu corpo: nem que seja por apenas mais 5 minutos, dar-me mais tempo para sentir o corpo intencionalmente. como uma meditação: parada ou em movimento. às vezes a estagnação intestinal (ou qualquer desarranjo fisico) esconde outras razões, outros níveis de desequilíbrio, e o desbloqueio pode vir do– ou ser acelerado pelo – carinho e cuidado que devotamos aos vários níveis de sabedoria que o corpo transporta. para mim é certo que emoções se gravam nas minhas células, com um sistema digestivo tão importante como o físico.

um dia um professor dizia-me: “não és aquilo que comes, és aquilo que não eliminas.“ convida os néctares com que te alimentas a fluírem pelo teu corpo, não permitas que estagnem. a água mais pura, estagnada, cria podridão.
come bem, gera movimento, respira prolongadamente. adiciona consciência a cada um destes pilares e a tua flexibilidade (aka saúde) será largamente ampliada.

mezinhas favoritas para voltar à regulação intestinal, sem ordem de preferência ou eficácia.
SOPA DE MISO
FEIJÃO AZUKI
AMEIXAS/FIGOS
ALGA AGAR-AGAR
NIGARI (CLORETO DE MAGNÉSIO)
ALGA KOMBU
SEMENTES DE LINHAÇA
PICKLES / CHUCRUTE
KUZU

 

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SOPA DE MISO
[ ingredientes coordenados para reforçar o sistema imunitário ao mesmo tempo que promovem desintoxicação ]
4 cenouras
1 cabeça de alho
2 nabos
5 cogumelos shitake
1 c. sopa de alga hijiki
1 c. sopa de miso
coentros e gengibre a gosto

demolhar os cogumelos e a alga hijiki por 30 minutos. 
lavar e descascar as cenouras e os nabos (se os conseguir de origem biológica, em vez de os descascar lave com uma escova de vegetais). cortar em pedaços de aproximadamente 5 cm.
limpar e cortar os cogumelos em lâminas.
descascar os alhos e remover o espigão interior.
numa panela mais alta que larga, colocar os vegetais, os cogumelos e a alga, cobrir com água (aproximadamente 3 dedos de altura sobre o nível dos vegetais) e deixar levantar fervura.
tapar a panela e deixar em lume mínimo por 20 minutos, ou até confirmar que os vegetais já estão cozinhados.

numa taça desfazer o miso numa pequena porção de água, de forma a que a pasta fique o mais uniforme possível. lembrar que o miso necessita de ir ao calor para acordar mas não pode ferver! 
acrescentar a pasta de miso já desfeita à sopa, ainda em lume mínimo, e atentamente aguardar ver umas pequenas bolinhas surgirem como se quisessem começar a ferver (se necessário subir um pouco a chama).
desligar e está pronta a servir! 

junte coentros picados e sumo de gengibre fresco ralado, a gosto, sobre cada taça de sopa.

 

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ARROZ INTEGRAL COM FEIJÃO AZUKI
[ feijão azuki é especialmente indicado para os rins e intestino delgado, produzindo também um bom efeito de activação de líquidos estagnados. ]
3 chávenas de arroz integral, demolhado por aproximadamente 8h
1 chávena de feijão azuki, demolhado por aproximadamente 8h
1 tira de alga kombu (~6 cm), demolhada por aproximadamente 20/30 minutos
8 chávenas de água

escorrer e tostar o arroz, em fogo médio e numa panela mais larga que alta, até sentir o aroma a cereal tostado. (no inverno, se possível, cozinhe-os numa panela de pressão)
escorrer o feijão e juntar ao arroz. juntar a alga, juntamente com a respectiva água da demolha.
ferver as 8 chávenas de água e juntar assim quente sobre o arroz.
deixar levantar fervura. reduzir o lume para o mínimo e deixar cozer durante aproximadamente 40 minutos.
servir com um pouco de picante, seja sumo de gengibre ou uma pitada de pimenta cayene. o sabor picante favorece a digestão das proteínas complexas, como é o caso das leguminosas.

 

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AGAR-AGAR em mousse de pêra, ameixa e figos
[ agar-agar reduz estados de inflamação, esfria e relaxa, não tem calorias, facilita o transito intestinal, promove digestão. ]
10 pêras
1,5 c.sopa de alga agar-agar em flocos
sumo de 1 limão
8 ameixas secas
8 figos pretos secos
2 gotas de essência de baunilha
2 colheres de sopa de geleia de arroz
1 pitada de vinagre de ameixa umeboshi

colocar de molho a agar-agar, coberta com água por 10 minutos.
caso as ameixas e figos estejam/sejam de qualidade mais ressequida, demolhar por 10 minutos em água morna.
descascar, cortar e triturar 9 pêras numa liquidificadora – se necessário juntar meia chávena de água. aquecer em lume baixo o creme de pêras, adicionar a alga, e deixar em lume mínimo, mexendo com frequência, durante 5 minutos.
escorrer as ameixas e figos, e cortar em pedaços.
juntar as ameixas, os figos, a geleia de arroz e a essência à panela, mexendo para que se incorporem bem. adicionar o vinagre de ameixa umeboshi, mexer e confirmar se necessita de acrescentar mais geleia para que o doce esteja a seu gosto. verter sobre um tabuleiro baixo. juntar uma pêra descascada e cortada em meias luas. levar ao frigorifico por 8h ou ao congelador por 3h.

 

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NIGARI
[ para além do efeito laxativo, tem o benefício extra de ser uma das formas de suplementar magnésio que o é mais facilmente absorvida pelo nosso organismo. ]
juntar 100 gr de sais de cloreto de magnésio em 5 litros de água para a proporção de líquido ideal para ingestão diária de 1 a 2 copos.
uma vez que a quantidade de magnésio presente e necessária em cada corpo é variável (não só de corpo para corpo como também em momentos diferentes), em casos de obstipação teste a proporção de uma colher de chá numa chávena de água, antes de ir dormir. dependendo da sua condição e sensibilidade, poderá acordar já com o intestino pronto para uma limpeza. aumente a quantidade caso não seja suficiente, e descubra a proporção ideal para a sua condição/intenção.

 

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CHÁ DE KOMBU
[ elimina gordura e proteína animal, efeito anti-coagulante, fungicida natural, calmante, mineralizante, amolece fibras, fortalece intestinos, alivia desequilíbrios hormonais com especial impacto a nível da tiróide. ]
1 tira de alga kombu de 5 a 7cm
1 litro de água
tamari (molho de soja)

colocar a alga e a água ao lume, em chama alta, até levantar fervura.
deixar em lume mínimo por 15 minutos.
numa caneca ou copo de vidro grosso, colocar umas gotas de tamari (ou uma pitada de sal) e verter o chá sobre.

 

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LINHAÇA, papa de linhaça com alfarroba e bagas de goji
[ linhaça é uma óptima fonte de ómega 3, commumente usada para aliviar problemas digestivos e tratar obstipação, ajuda a baixar os níveis do chamado ‘mau colesterol’ ajudando assim a reduzir o risco de doenças do coração, contribui para regular os níveis de estrogênio, magia para remover velhos mucos depositados promovendo a sua substituição por fluidos limpos – renovados ]
1 chávena de sementes de linhaça
3 chávena de água
2 c.sopa de farinha de alfarroba
1 c.sopa de geleia de trigo
1 c.chá de canela
deixar a linhaça de molho durante a noite, triturar pela manhã numa liquidificadora, juntando os restantes ingredientes – ajustando quantidades a gosto. servir morno em dias frios, juntando umas bagas de goji sobre a taça.

 

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PICKLES DE COUVE LOMBARDA
[ alimentos fermentados oferecem-nos enzimas vitais para a saúde e optimização dos intestinos, bem como vitamina B12 ]
½ couve lombarda
1 c.chá de sal marinho não refinado

cortar a couve em tiras muito finas e compridas.
lavar e escorrer muito bem.
colocar numa taça larga, juntar o sal e apertar com as mãos, misturando e quebrando as tiras de couve que começarão a soltar líquido (quanto mais sal, mais liquido vão soltar). é neste líquido que ocorre a fermentação.
colocar numa prensa de vegetais e fecha-la bem.
caso não tenha a prensa, tapar com um prato raso e colocar um peso sobre o prato – de forma a que os vegetais fiquem a receber pressão constante.
reservar durante no mínimo 2h antes de servir.
em tempo quente conservar fora do frigorifico, à temperatura ambiente, por 24h.
em tempo frio pode conservar fora do frigorifico, à temperatura ambiente, por 48h.
passado esse período poderá guardar no frigorífico pelo tempo que quiser. no frigorifico abrandará consideravelmente o processo de fermentação. quanto mais tempo estiver à temperatura ambiente, mais fermentação ocorrerá. importante atentar ao aparecimento de bolor.

 

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KUZU
[ ajuda a equilibrar a flora intestinal, em qualquer que seja o cenário de desajuste. em combinação com a ameixa umeboshi, fornece também sais minerais ]
1 c.sobremesa de kuzu
1 chávena de água
1/2 c. chá de ameixa umeboshi
1 c. chá de tamari (molho de soja)

dissolver uma colher de sopa de kuzu numa pequena quantidade de água, preferencialmente usando os dedos para garantir a melhor dissolução possível.
colocar num tacho pequeno. adicionar uma chávena de água, adicionar a pasta de umeboshi e cozinhar em lume médio, mexendo sempre por aproximadamente 4 a 5 minutos. quando estiver translúcido e homogéneo juntar o tamari e deixar cozinhar por mais um minuto. tomar quente.

 

PS – mais uma mágica palavra: enema.
em caso de ajuda, uma referência preciosa: Laurent Bordas.

pilares e receitas

Setembro 18, 2015 — Deixe um comentário

no desafio que é, agora, viver sem poiso fixo, procuro estar ainda mais atenta e em sintonia com a dinâmica-equilíbrio que o meu corpo pede.  em tempos de mudança testamos as fragilidades e fortalezas do corpo, a sua capacidade de reagir e se adaptar. re-conhecemos ou descobrirmos pontos  frágeis – de uma constituição base ou de uma condição temporária. 

casa tende a ser uma das variantes dadas como certas, tal como se não fosse variável. e, junto com o romantismo de uma vida nómada, há um sem fim de desafios que quem assim vive vai descobrindo como contornar. 

os dois pilares da minha saúde são alimentação e movimento – qualidade e quantidade – e é aqui que tenho que aprimorar truques para, dada a minha constituição algo frágil, me manter saudável. exercício, alongamento e descanso + procurar com astúcia em cada menu os ingredientes que patrocinam a qualidade energética que preciso. 

é nestas fases que a minha cozinha medicina torna-se ainda mais visível em mezinhas e ingredientes de sonoridades como kuzu, kombu, tempeh, umeboshi, …
é nestas fases que aprimoro a destreza de seguir inventando doces e mimos.
é nestas fases que calçar os ténis para ir correr soa-me uma das mais gloriosas batalhas que qualquer herói poderia encetar.
é nestas fases que ligação à internet deixa de ser constante, e as partilhas programam-se ou seguem de enxurrada…

seguem algumas das receitas que fazem parte das ementas actuais, categoria mezinha ou mimo, que seguirei partilhando na medida em que a máquina fotográfica possa estar acessível e a internet assim patrocinar.

* flocos de milho com coco e arandos em leite de arroz
* pasta doce de amêndoa
* umeshokuzu
* sopa de miso, com cogumelos e coentros
* trigo sarraceno
* cenoura crua com limão e sal dos himalaias

* nutela todo-o-terreno
* chá de daikon e kombu


* flocos de milho com coco e arandos em leite de arroz
[ peq. almoço ]

flocos de milho, sem açúcar
coco desidratado
arandos desidratados
leite de arroz

colocar os flocos de milho, o coco e os arados numa taça.
servir com leite de arroz.

* pasta doce de amêndoa, on the go
[ peq. almoço ]

pasta de amêndoa
mel de flores
pasta de ameixa umeboshi

mergulhar um dedo em cada uma das pastas. 
meter os dedos à boca.  
…. ou usar uma colher ou faca e barrar, civilizadamente, no pão :)

*  umeshokuzu
[ óptima mezinha para o sistema imunitário, para fortalecer e promover o sistema digestivo e para restaurar os níveis de energia. ]

1 c. de sobremesa de kuzu
1 chávena de água
1/2 c. chá de ameixa umeboshi
1 c. chá de tamari (molho de soja) 

dissolver uma colher de sopa de kuzu numa pequena quantidade de água, preferencialmente usando os dedos para garantir a melhor dissolução possível.
colocar num tacho pequeno. adicionar uma chávena de água, adicionar a pasta de umeboshi e cozinhar em lume médio, mexendo sempre por aproximadamente 4 a 5 minutos. quando estiver translúcido e homogéneo juntar o tamari e deixar cozinhar por mais um minuto. tomar quente.

* sopa de miso, com cogumelos e coentros
[ sopa medicinal ]

1 cebola
¼ de abóbora hokkaido
8 cogumelos Paris
1 tira de alga kombu
1 colher de sobremesa de miso por cada taça de sopa
coentros

demolhar a alga kombu por 10 minutos.
descascar e cortar as cebolas em meias luas finas, colocar numa panela larga cobertas com água e levar ao lume médio/alto. deixar ao lume sem tampa até que as cebolas fiquem transparentes, tendo atenção para que tenham sempre água.
lavar e descascar a abóbora (se conseguir  biológica, em vez de os descascar lave com uma escova de vegetais). cortar em pedaços de aproximadamente 5 cm.
limpar e cortar os cogumelos em lâminas.
quando as cebolas já estiverem transparentes juntar a alga kombu, os cogumelos e a abóbora, e acrescentar água (aproximadamente 3 dedos de altura sobre o nível dos vegetais).
tapar a panela e deixar em lume mínimo por 15 minutos, ou até confirmar que os vegetais já estão cozinhados.

numa taça desfazer o miso numa pequena porção de água, de forma a que a pasta fique o mais uniforme possível. lembrar que o miso necessita de ir ao calor para acordar mas não pode ferver! 
acrescentar a pasta de miso já desfeita à sopa, ainda em lume mínimo e atentamente aguardar ver umas pequenas bolinhas surgirem como se quisessem começar a ferver (se necessário subir um pouco a chama).

desligar e está pronta a servir!
sirva com coentros, a gosto.

* trigo sarraceno
[ cereal, eficaz para drenar a retenção de líquidos ]

1 chávena de trigo sarraceno
2 dentes de alho
1,5 chávena de água
1 colher de chá de sal marinho não refinado

deixar o trigo sarraceno de molho por aproximadamente 2h (não é obrigatório, facilita a abertura da camada exterior do grão de modo a que possamos absorver melhor os seus nutrientes, e acelera o processo de cozedura).
escorrer bem o trigo.
descascar os alhos, abrir ao meio e remover o espigão central. partir em tiras finas.
aquecer uma panela larga e baixa no lume. juntar os grãos de trigo e o alho para tostar na panela bem quente, em lume médio, durante aproximadamente 5 minutos e mexendo com frequência. juntar 1,5 chávenas de água e uma colher de chá de sal.
tapar e deixar cozinhar em lume mínimo por 15 minutos.

* cenoura crua com limão e sal dos himalaias
[ porque ainda está quente o sol ;]

3 cenouras
1 limão
1 colher de chá de sal dos himalaias 

ralar 3 cenouras (usar um descascador para lascas mais largas e/ou caso não tenha um ralador à mão)
espremer e verter o sumo de limão
juntar o sal e misturar.

* nutela todo-o-terreno
[ mimos forever ]

pasta de avelã
geleia de arroz
cacau cru em pó
uma pitada de vinagre de ameixa umeboshi

misturar a gosto, juntando um pouco de água para uma textura mais cremosa.

* chá de daikon e kombu
[ mezinha-bebida diurética, ajuda a dissolver depósitos de gordura no corpo, bom para relaxar. ]

1 colher de sopa de daikon seco
1 tira de alga kombu
4 a 5 chávenas de água
1 colher de sobremesa de tamari (molho de soja)

demolhar por aproximadamente 10 minutos o daikon e a kombu. levar ao lume médio até levantar fervura. deixar em lume mínimo por aproximadamente 20 minutos. 
na taça onde vai servir colocar o tamari e verter o líquido quente. tomar quente.

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um post brevíssimo, dois pontos parágrafo travessão:

– venham ao Terra Gathering, ponto.
vou estar na tenda mais deliciosa, servindo comme-delícias : ]

28, 29 e 30 de Agosto (Lua Cheia),
no Terra Eco Glamping (São Teotónio, Zambujeira do Mar)

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 tive o prazer de conhecer a Rebeca há cerca de 6 anos, num encontro gerado com o intuito de partilharmos experiências à volta da paixão pela alimentação consciente.  foi imediato reconhecermos que esta é apenas uma das paixões que nos liga, e a naturalidade com que a ligação entre as duas se mantivesse segue-nos confirmando que acrescentamos valor e visão ao que cada uma cria.  estaremos juntas para vos receber, estou encantada por poder suportar a sabedoria da Rebeca num menu desenhado especialmente para este workshop : )

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no dia 04 de Julho, a comme e a cozinha da Bells & Springs acolhem a Rebeca Bandeira (Amo Comida Viva)
– especialista em comida crua (raw food): vamos fazer uma refeição completa,
desmistificando e esclarecendo todas as dúvidas sobre este tipo de alimentação e os seus impactos na saúde.

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workshop comida viva

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” Neste workshop vai ficar a conhecer o que é a “Comida Viva”, os benefícios deste tipo de alimentação, as técnicas básicas de preparação aprender/provar receitas nutritivas e muito saborosas, totalmente preparadas com alimentos naturais sem processos de industrialização e cozimento, livre de ingredientes artificiais, glúten,lactose, ovos, açúcar ou gorduras vegetais hidrogenadas.
Com a informação e dicas que irá receber, facilmente poderá incluir no seu regime alimentar alternativas que podem fazer toda a diferença na sua condição de saúde e bem-estar. ” Rebeca Bandeira 
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data:
04 de Julho, 11h > 14h
45€, degustação incluída

condições:
ingredientes e degustação incluídas
lugar reservado mediante pagamento
vagas limitadas

mais informação e inscrições:
comme.comida@gmail.com

local:
Bells & Springs 
Largo Vitorino Damásio, 4 r/c
1200-872 Lisboa