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finally consigo partilhar: fiz uma sessão com o Matt!!
conheci o Matt Blum uns meses depois de ter apresentado o meu projecto de fotografia de nus no âmbito de um encontro internacional de criativos. fui investigar o que andava a acontecer e o The Nu Project, pela simplicidade e naturalidade que de imediato ressoou comigo, ajudou-me a alargar o âmbito do meu: [ descobrindo-nus ] – que segue um próprio e muito íntimo ritmo de crescimento. partilhamos uma missão: a de celebrar a beleza da naturalidade. cada um com a sua linguagem e ferramentas: o Matt procura acordar a beleza em qualquer momento, eu procuro encontrar a beleza de qualquer momento.

o acto de expor perante o outro a cerimónia de me despir para mim, permite-me valorizar o palco criado para sentir na pele a importância da vulnerabilidade, e a pertinência de ter de um espelho-eco que posso revisitar.
acredito que as nossas paixões vão de mãos dadas com as nossas questões mais profundas – com os chamados dragões que vimos aprender a domar, os maiores medos ou fragilidades. já escrevi imenso sobre desnudar-me, já perdi ou desfiz-me de muitos dos textos, e encontro sempre no corpo o fio de toda a minha história – do que necessito recordar e do que já foi tempo para esquecer.
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desta sessão recordo especialmente as imensas lágrimas que encontraram momento para me inundar, expressando uma tristeza magnética que tardou a abandonar-me. a minha vulnerabilidade espantou-o, fazendo-o questionar a sua própria tristeza e como a cultura americana (de onde ele nasce) condiciona a sua expressão.
se me sentia um trapo de que me adiantava fingir que me sentia radiosa – por mais que ele me convidasse a sorrir, a brilhar, a camuflar? chorei. e não quero pause nenhum. podes fotografar assim mesmo: inchada de chorar. não gosto de me ver assim, mas é parte de quem sou e parte de por onde tenho que passar…
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pouco depois eram gargalhadas soltas que partilhávamos no espanto e prazer de poder conduzir o meu corpo a posturas inusitadas, empinadas, viradas do avesso.

das sessões pelas quais passei enquanto modelo, guardo um mesmo sentir de empoderamento, de liberdade, de pacificação com a minha matéria. e sorrio cúmplice ao recordar semelhanças nos feedbacks de quem tenho tido o previlégio de fotografar.

já que tudo é passageiro, já que ora nos sentimos belos ora monstros, multiplicarmos as oportunidades de recordar que somos perfeitos parece-me sábio. sobretudo assim, no que nos faculta a senti-lo desde dentro.
recordando, recordando, até que não nos esqueçamos. até que as nossas células o cantem em uníssono.
tenho orgulho na minha história e, se este é o corpo que a conta, é com a amor que o acolho. que o habito, que o desfruto, e que aprendo a orgulhar-me dele também. recordando. recordando.
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porquê é que me emociono com os resultados do meu trabalho?
porque isso faz parte do que recebo de volta:

** não me canso de olhar cada uma das fotos e de cada vez que atento a um pormenor,
mais me apaixono por quem sou e pelo meu corpo. **

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” As poucas roupas que trazia no corpo, ficaram caídas no chão de madeira e a Isabel, pegou na sua máquina. Os disparos foram acontecendo de forma natural e a Isabel foi se transformando. As suas feições, a postura do corpo, a atitude, mudam.
Fui tentando encaixar o corpo, que a nú, parece tão maior e espaçoso.
Tentei relaxar e desfrutar da boa sensação de ser fotografada com toda a extensão de pele ao desnuo e a sessão foi acontecendo, de forma suave e natural. Numa comunicação quase silenciosa, o meu corpo falava com o da Isabel e a sua máquina captava cada momento.
(…)
A minha essência, a minha natureza, a minha singular beleza. Estavam todas presentes e tão bem registadas. Não me canso de olhar cada uma e de cada vez que atento a um pormenor, mais me apaixono por quem sou e pelo meu corpo.
A Isabel, é mais do que uma mera fotógrafa. Ela e a sua máquina, integram-se no objecto fotografado e uma espécie de alquimia acontecem, dando lugar a fotografias que mais parecem pedaços vivos de gentes e de emoções.”

para lá da troca de números numa contagem de anos, este tempo oferece-me um convite a reflectir sobre o que me conecta com o que desejo e aspiro, para assim poder escolher e criar em concordância – pessoal e profissionalmente.

hoje, amanhã e a cada ano:
possa eu reconhecer o brilho da minha singularidade, e encontrar o divino em cada conexão;
que a fé prevaleça, e me siga conduzindo a casa: a fortaleça da minha nudez.
que nos partilhemos com carinho e respeito, suportando-nos nesta louca aventura de sermos e estarmos vivos.

gratidão.
gratidão.

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da garra brota beleza

Dezembro 28, 2014 — 2 comentários

retirando o pó à beleza que deixei em suspenso, apanho-me emocionada ao encontrar os tesouros que esperam por mim.
sou viciada no belo, em descobrir onde ele parece se esconder quando teimamos não o querer ver.

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esta mulher não é apenas linda. é uma Mulher cheia de garra, e acredito que é mesmo daqui que brota a sua beleza.

seja assumidamente contagiante a garra e a beleza que todos temos, que irrompem de dentro e se reconhecem fora.
que ora nos enchem sorrisos ora se vertem em lágrimas.
que ❨me/nos❩ inspirem a dar forma, corpo e expressão ao que ❨me/nos❩ anima.

{ para marcar uma sessão fotográfica envie-me um e-mail }

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