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francisco

Julho 19, 2017 — 1 Comentário


q
uando preciso escrever, não filtro o idioma com que o corpo se expressa. os meus cadernos têm textos em igual proporção entre português, inglês e castelhano. hoje, quando finalmente algo saiu, saiu em inglês…
sei que precisava dedicar um belo espaço deste virtual ao querido Francisco, podia ter sido o menu especial de degustação de uma noite da Moagem /Mó Veggie Bistro; podiam ter sido imensas das memórias partilhadas; podiam ter sido fotos; … saiu um texto. precisava sair, provavelmente porque também precisaria chegar a algum lugar.
bem hajas querido amigo. vida longa em tanto que nos deixas.

 

 

to overcome trauma, time is gold and space is sacred.
silence becomes my biggest ally and movement jumps into the next level of awareness: to create the opportunity to move slowly, with all presence possible – through the emptiness of space not shared.
to move slowly is hard work, I’d say. harder than the huge amount of duties, requests, demands and never ending to dos of an intense work rhythm.
to stop requires a deeper level of trust.

the tiredness and sadness I feel comes from the place of chosen accumulation, a choice made with the consciousness of its need – now so urgent to dissolve. I had to lose touch with my inner intensity to respond to the outer magnitude. I had to select interactions or be shallow. I felt almost numb for several moments, and on some occasions not really seeing who and what was going around me. I was overwhelmed inside, and to be present to all that was going in meant I was less present outside. I found a new code for interactions: let’s keep it fast and focused. my attention won’t endure long.

so, I want to say that if I was giving you with more silence than normal, less patient than usual, less presence than what you know; if I did not saw you, if I did not recognize you: don’t take it personally. it was, as is, absolutely personal. I’m still very in, still needing to over-select interactions out.

* fires burning, emotions covered, waters contaminated, business opening, awake people sleeping, silence calling, love melting, lack of breath, babies growing, disappointment, fuel consumption, incompetence, events, misunderstanding, ego, chaos, beauty, dreams, reality. death. inner intensity, outer massiveness. *

it’s a big loss for each of us who knew Francisco. it’s a big loss even for the ones who didn’t know him – as his legacy and wisdom could (and surely will) feed so many.
I was privileged to be intimate with the man behind the teacher. I’ve expressed my gratitude several times, and I know well how we could value the exchanges we’ve made in all these years of friendship and work. I was overwhelmed by the connection my body made in the exact same moment the pulse of life moved to another flow. and I look back and remember it was also like this when my dad or my mom passed away. I bow to the big wisdom of this cosmos. my prayers of connection, ease, and love kept pulsing for long – though tears kept running on my face, all my skin seemed to cease her function of separating flesh from the void. I was all over. I had to rub me to feel where I started and where I ended.
and then I choose to resume. Resume all this intensity, to manage duties and internalize the loss: the loss of logic, the loss of control, the loss of expectations, …
more homework in the suitcase, how to propel living fully combined with seeding a bright future – when something like this suddenly shakes so deeply the floor I step in.
there is light in the depths of the sea – I keep “mantraing”.

when Francisco started diving he told me repeatedly how that was his refuge of becoming unknown, invisible. I guess he chose – filled with passion and joy – to master an art of becoming one with the blue, to gaze planktons, dance on seven seas and become finally invisible. but we all know, dear friend, all you’ve given out through your life of service will keep you visible again and again in the daily choices you inspired us to reach. in the legacy that you leave behind.

there is light in the depths of the sea – I keep “mantraing”.
and as I keep on the slow pace of reconnecting the pieces I had locked somewhere inside, I recognise the trembling tearful voice inside questioning: how… with so much that we need light on the surface of this land… I have to go deeper, make it personal and own my loss as I hunger for more light around – less density, more clearness, extra inspiration, more upliftment.

let’s be that what we seek.
and let’s share it with each other.
we, surely, all need it: to give and receive it.

thanks Francisco for being light.
flexible and rooted.

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update:
> homengagem ao Francisco na Assembleia da República, hoje dia 19/07, pelas 17h.

> para quem não teve oportunidade de conhecer o Francisco, ele deixa um enorme legado espalhado em milhares de alunos e concentrado no Instituto Macrobiótico de Portugal. recomendo a leitura atenta dos artigos por ele escritos e aqui partilhados:  artigos.

um ano cheio de vontade de sorrir, que façam brotar motivações para contagiar miúdos e graúdos.
que a brincadeira e leveza seja parceira em qualquer aventura, que inspire a fé a fazer voar a dúvida.
vidas cheias de vida!

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tempo de sinos

Dezembro 20, 2014 — Deixe um comentário

uma ode à escuta. para que seja fértil a palavra que nasce.

* boas festas *

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que os sinos que nos chamam à união nunca deixem de ecoar.
que mantenhamos a capacidade de escutar, e vontade de os seguir.
*
may the bells that call us to gather ever keep on ringing.
may we keep the ability to listen and the will to follow them.

@bellsandsprings

recordar e sonhar

Dezembro 1, 2014 — Deixe um comentário

o aparente silêncio que habita nas entrelinhas de uma imagem acorda a capacidade imaginativa de recordar o que já foi
e de sonhar o que há de vir.


entre as imagens que arrastava para posterior edição encontrei nestas duas, em ligação ao momento em que as fotografei, uma curiosa relação de passado e futuro. como se a composição que cada uma expressa activasse em mim o valor do que vivi e o desejo pelo que quero criar. eu sei que é apenas uma tarte de amêndoa e abóbora, e eu vejo família – a que foi e a que virá.

levantando o véu ao que está a surgir, as fotos e a tarte foram cozinhadas na Bells & Springs de onde mais propostas relacionadas com a paixão de cozinhar ganharão forma. o espaço físico é lindíssimo, e a expressão família pulsa na visão de um futuro que anima a responsabilidade de cuidar e empoderar o corpo como casa, que nos apoia a dar expressão aos nossos sonhos.
alimento e movimento estão aqui a dar as mãos. venham as bênçãos :)

ciclos de tempo

Janeiro 6, 2014 — Deixe um comentário

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mmmmm…., será que já está na hora de ____ ?

aprendi que a velocidade do tempo é constante, e que a percepção do tempo variável.
descobri que o tempo pelo qual já passei é marcado mais por memórias intemporais do que por datas, e que a noção de um tempo futuro vive da dimensão dos desafios a que me atrevo sonhar.

olho ao meu redor e percebo que existe um mundo que me convida a seguir um tempo mecânico.
e olho cá dentro e sinto a existência do meu mundo que me pede que siga um tempo orgânico: feito de ciclos, de memórias, de emoções, de desejos, de transformações.
há várias horas que tenho muito movimento interno para sentir, e a dedicação à presença do meu mundo orgânico parece-me criar atrasos no mundo mecânico.

agradeço permitir-me a este tempo que para mim é mais real, e agradeço a compreensão de quem o tem respeitado.
e faço votos que nesta quadra de celebrações de datas possamos também encontrar a inspiração para celebrar e honrar a organicidade dos ciclos, a capacidade de estarmos alinhados com o que acontece aqui e agora – em cada um de nós. neste espaço/tempo não reconheço atrasos, apenas presença.

como diz um grande Amigo: ”até sempre, se não for antes” ♥

ciclos partilhados

Dezembro 17, 2013 — 1 Comentário

 

uma belíssima família que tenho a honra de acompanhar.
bem hajam por me convidarem a convosco celebrar os ciclos :)

 

 

 

 

a mudança

Dezembro 3, 2013 — Deixe um comentário

ou o efeito de não resistir ao inevitável processo de avançar.

aqui, na minha biblioteca de imagens, em retratos de uma família em casa nova.
aqui, na minha biblioteca interior, em rendição ao que a vida – em mim e até mim – traz.

raízes

Novembro 21, 2013 — 1 Comentário

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por mais voos que dê, de quando em quando urge-me a necessidade de regressar às raízes.
não sei explicar onde elas estão, suponho que talvez nos abraços das gentes com quem cresci, na terra que acolhe os que me deram luz.
ou quem sabe seja também um conceito de interioridade: permitimos-nos estar em contacto com as nossas raízes em resposta a estímulos que determinadas relações nos inspiram – relações com locais, gentes, emoções, estados de espírito.

uma curta viagem rumo ao norte permitiu-me desfrutar de re-ligações das quais sentia saudades, em tempo em que as folhas dançam também o seu movimento até à terra. visitar locais cheios de memórias, caminhos, pedras, edifícios que me falam em dialectos que só eu posso decifrar. que falam a cada um que por eles passa se estivermos dispostos a escuta-los. oiço tocar os sinos da igreja, abrem-se portas de capelas privadas, corações e pedras serpenteiam o caminho, sou acolhida em casa onde bate a chuva nos vidros, se assam castanhas, partilha-se à mesa conversas que se prolongam, e mimos que se arrastam.

e sinto também a minha realidade de sentir que casa é, para lá de um espaço geográfico, onde nos permitimos aterrar inteiros, habitando-nos. onde deixamos cair máscaras e papéis – há abraços que são casa, músicas, cheiros, espaços, estradas, tendas, bancos de jardim. habitar-me com esta presença traz-me a possibilidade de dar e receber mais, e de reconhecer o que cada um destes espaços me traz, o que me faz sentir e como me inspira: casa-raíz, casa-voo, casa-semente, casa-tronco, casa-ninho, casa-voo, casa-trampolim, …

as raízes das palavras também me intrigam. fazer casa, assim em inteireza, é possível em tantos momentos: casar.
como diz o querido emídio, casamento há só um: é comigo. e desta relação de inteireza posso construir relações mais inteiras com outros, ir criando casas; ir-mos-nos casando.
sou poli-casada. uau. que luxo.

 

cada sessão de fotos para mim é uma oportunidade de celebrar a vida e beleza de cada pessoa presente (a minha também :).

delicia-me especialmente trabalhar com a magia resultante de uma presença ”imperceptível” e a intimidade declarada.
gosto de fazer o possível por me manter invisível ao que naturalmente ocorre, sem abdicar do campo de proximidade que a relação propõe.
algumas sessões pedem mais de invisibilidade, outras mais de intimidade.

gosto de me manter invisível para poder captar o que ocorre espontaneamente, sem o efeito ”sorriso para a câmara”, sem o efeito”encolhe a barriga para pareceres mais elegante” ou ”estica o peito para ficares mais alto”.

e gosto de trabalhar a intimidade exactamente pela mesma razão, pelo que somos espontaneamente.
intimidade para mim é a crueza presente, sem querer parecer o que não é ou esconder o que é.
sou íntima comigo na relação da descoberta de quem sou, no processo de procura do que me motiva a escolher a e não b, a fazer c e não d, a aspirar z e não t, a querer x e também y.

ao te oferecer a minha intimidade, mostrando-me como sou, descubro-me: quem sou eu perante uma outra presença, quem sou eu perante a tua presença? ao te oferecer a minha intimidade, conheço-te: quem escolhes tu ser perante a minha presença?

trabalhar com intimidade amplia-me as oportunidades e possibilidades de descobrir quem somos.
e para mim este é o caminho para encontrar a verdadeira beleza que todos carregamos. a beleza da relação com a nossa realidade, com o nosso potencial presente – desejoso por ser reconhecido e infinitamente ampliado.

esta é a descoberta que me entusiasma nesta relação: invisibilidade e intimidade.
e
talvez seja este o segredo da minha fotografia.

por ter o prazer de partilhar intimidade com pessoas muito diferentes, com visões da vida bem distintas e em contextos singulares, o trabalho fotográfico aqui exposto reflecte obrigatoriamente a relação que cada fotografado tem com a exposição da sua intimidade – com o que se sente confortável, nos determinados momentos ou contextos.

voto que o que aqui exponho possa servir de inspiração para um contágio pela autorização de sermos nós mesmos, sozinhos ou acompanhados, perto ou longe de uma câmara. e uma ode que honra simultaneamente o gosto de declararmos sem reservas quem somos, onde estamos, como estamos, porque estamos… e  o recato de nos reservarmos, de guardarmos como um tesouro escondido pérolas da nossa experiência.

esta é a intimidade que torno visível hoje: o meu entusiasmo por cultivar esta dinâmica de intimidade em tudo o que me passa pelas mãos, com todas as mãos que aperto, com todas as mãos que me tocam, que me acenam, que me abraçam, que me inspiram.

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nascida e crescida em família brasucotransmontana que nos anos do meu nascimento se rendeu à magia de Sintra, creio que só agora esgoto o número de dedos do meu corpo para contar o número de vezes que rumei em direção ao veraneante sul!
mais uma vez confirmo que adoro a nossa costa alentejana, vicentina, semi-algarvia, e guardo com especial carinho mais alguns recantos descobertos no nosso pequenito país – temperados com um calor mais seco e águas menos onduladas.

ficam algumas fotografias que, agradecida, adiciono aos álbuns das minhas memórias.
a cerimonial Praia da Ponta Ruiva – Sagres.

na Quinta do Vale da Lama, onde o despertutor foi convidado a partilhar a sua sabedoria em gestão de projectos, dragon-dreaming e transição interior.
estivemos por lá em dias de tremendo calor e uma vaga de mosquitos. cada fotografia, em linguagem de câmbio mosquitense, equivale a uma média de duas novas mordidas.

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a bem encoberta Praia da Murração, a deliciosa Praia dos Barrancos, e um regresso via Tróia-mata-saudades-de-família-que-emigra.

remate final com lânguidas e prolongadas demolhas na Barragem de Póvoa e Meadas, embalados pelas danças do Andanças.

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amanhã, reinicia-se a época das mágicas sessões.
bom fim-de-semana, bom regresso de férias, boas memórias, boas commemorações : )

~

contemplar a galeria de fotos dos últimos meses é simultaneamente inspirador e desafiante.
onde encontro o fio condutor entre a panóplia de temas que abraço?

recordo partilhas em que encontro generosas respostas:
~> que reconhecem o meu olhar, presença e visão do mundo em todas as sessões que partilho;
~> que ficam emocionadas ao ver as suas fotos, e encontrar novos pontos de vista sobre elas mesmas;
~> que os momentos que passamos juntos, em que são protagonistas e especiais convidadas de momentos em que se celebram, acrescentam-lhes uma visão mais confiante de si mesmas;
~> que é bom recordar que merecem atenção;
~> que a inspiração de encontrar novos locais, descobrir novos pontos de vista sobre locais conhecidos, os faz sintonizar com a magia que anda por toda a parte;
~> …

claro que fico cheia de um sorriso e com vontade de seguir acreditando nos meus sonhos de usar estas lentes com propósitos mais e mais inspiradores. é bom inspirar os outros e, confesso, é ainda mais saboroso confiar e entregar-me à possibilidade de me inspirar a mim mesma.
bem-hajam :)
antes de seguir para outras paragens, finalizando entregas de trabalhos e pedidos de orçamentos, repesco algumas sessões para vos deixar por aqui.

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momentos de celebração em círculos mágicos, sublinham-me o desafio de estar presente e usar as lentes numa distância o mais generosa possível.
têm sido muitos os círculos, femininos e mistos, inspiradores e desafiantes. neste escolhemos honrar – com dança, música e poemas – a casa Terra, esta nave cósmica que onde viajamos.

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e
ste outro círculo que tenho tido o privilégio de acompanhar é o do grupo de alunos que tem percorrido o caminho da primeira edição do curso de transição interior. estas fotos são da sessão de movimento que para eles preparei, e de um passeio informal que desfrutamos na serra de Sintra.
na sessão de movimento fomos re~descobrindo *como o nosso corpo nos serve e nos inspira, em cada escolha a que nos conduz por capacitação ou limitação; *como as células armazenam memórias, e *como criativamente as podemos comunicar (em formas, palavras, expressões e/ou movimentos) transmutando-as – em água transpirada, em água lagrimejada de choro e riso. vale tudo : ) [ no futuro divulgarei também as sessões que posso oferecer, a grupos que desejem desfrutar destas visões/ emoções/ descobertas ]
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os alunos têm partilhado como sentem que a corajosa escolha de se conhecerem em profundidade os permite alcançar uma maior liberdade, uma maior autonomia e capacidade de abraçar a vida. se quiserem saber mais sobre o curso, visitem o site do despertutor. está a ser preparado o calendário para a próxima turma, e um muito pedido nível de aprofundamento, aka nível dois.

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fotos de algumas sessões familiares, talvez mais convencionais, em que crianças e adultos desfrutam de passeios em família.
é bem curioso o trabalho de coordenar as expectativas dos pais, os desejos e necessidades dos filhos, os sorrisos desencontrados, as fomes inesperadas.
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a escolha das fotografias a divulgar por vezes requere bastante sensibilidade e algumas das sessões nunca chegam ao blog, já que alguns dos modelos preferem não ser identificados na sua exposição e, algumas das sessões que faço são extremamente íntimas. na minha opinião o grau de intimidade amplia a beleza de cada uma das fotos, e seja talvez nesta relação que as maiores revelações acontecem.
em todo o caso, cada sessão dá-me este privilégio de poder celebrar a imprevisibilidade da vida: sessões em casa, com nódoas e pijamas, são as minhas favoritas.

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e seguindo o tema da família, o verão e regresso de familiares emigrantes pede-me que nos juntemos e celebremos o potencial de estarmos juntos.
de nos inspiramos com o que recebemos dos nossos passados, criando e reforçando laços. gostava mesmo de poder viajar sem combustível, de forma rápida, para num instante ir ali e abraçar braços que tanta saudade sinto…

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verdade que família não é só de sangue, mas também acho inspirador a ”com incidência” da escolha de nascermos neste e não em outro berço, com esta e não outra história partilhada. às vezes mais próxima e colaborativa, outras vezes pedindo distância e tempo. estou a recolher fotos antigas, quero manter vivas histórias que – louvando o imaginário e sonho que alimentaram na minha infância – possam inspirar e informar o meu caminho de descoberta com a descendência crescente. recuperar fotos antigas requere muita paciência e provoca muitos sorrisos!

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termino com algumas fotos de uma aldeia dita cheia de vida, e que neste dia de passeio aparentava estar às moscas. não tarda muito lá estarei novamente, em braços amigos, prontinha a descobrir a famosa movida de uma terra pequena e especial: Barão de São João.
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o sul promete nos acolher com pompa e circunstância : )
espero vir com suficientes fotos para partilhas que inspirem, e se chegaram até ao final desta lenga-lenga, andarem pelo sul nas próximas semanas, e sentirem em vós o anseio de receber uma massagem fotográfica, tentem-me com um e-mail.

quem sabe nos podemos deleitar assim, em mútua inspiração.

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juntos, ao centro

Abril 2, 2013 — 1 Comentário


e
sta quadra festiva foi desfrutada bem ao centro do país, junto a Vila de Rei – o centro geodésico de Portugal.
a chuva brindou-nos com a possibilidade de alguns passeios, permitindo-nos caminhar ao longo do chamado ”o mais profundo vale”.
água com fartura, árvores em potência, verde a perder de vista.

foram uns dias muito bem passados, onde os ausentes fizeram-se sentir na curiosidade do que poderiam fazer presente, no desejo de que uma próxima reunião os contenha também.

recuperados alguns jogos de infâncias anteriores, descobrimos em desenhos antigos oportunidades de largas gargalhadas. quem se lembra do Pictionary? lá em casa era Dicciopinta (no que parece ser uma versão brasileira) que patrocinou, pela sua peculiar escolha de palavras, ainda mais momentos non-sense. vivam as aves e as avés, os despidos e os amores.
em rabiscos, teatros, palavras inventadas, iguarias de mastigar, néctares com e sem borbulhas, foram dias inesquecíveis.

[ para a família, a galeria completa segue-se através deste link: PASCOA 2013. ]

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sempre fui particularmente sensível ao sentido de família, de comunidade, de grupo, (ou tribo, ou clã, ou alcateia, matilha … uma mistura de comunhão e construção conjunta ) e momentos como este trazem-me inspiração para os tornar mais recorrentes no quotidiano.
às vezes é possível sentir-me assim em encontros espontâneos, não necessariamente longos. descobri que a base do que me faz sentir em profunda comunhão é a minha vontade de aceitar e criar. e às vezes consigo, outras vezes não.

estas fotos são de outra família, com quem também tive o privilégio de passar uns belos dias há umas semanas atrás.
é o extraordinário grupo de alunos da primeira edição do Curso de Transição Interior, orientado pelo José Soutelinho (também conhecido por despertutor).

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sou largamente abençoada pela enorme família que tenho, de sangue e de coração – ambas espalhadas pelos quatro cantos do mundo.
já havia partilhado esta frase no facebook, chegada assim mesmo do Japão, e que me permitiu, mais uma vez, conectar com o sentir poderoso das memórias bem guardadas: * a saudade existe não porque estamos longe, mas porque um dia estivemos juntos. *

bons e frutuosos ajuntamentos!

‘granda onda’

Fevereiro 5, 2013 — Deixe um comentário

enquanto espécie do sexo feminino, tenho alguma dificuldade em separar actividades.
regra geral estou de avental, rapador e flash. ou ainda, ‘traje de baile’, suor e tripé. ela é também enxada, sementes e zoom. e a sequência podia continuar…

quando há largos anos a querida tia M. me contava o que o Tó Mané fazia, eu revirara a imaginação e via-o agarrado a uma prancha, máquina numa das mãos, varinha mágica noutra. já me parecia complicado o suficiente surfar, quanto mais fotografar ao mesmo tempo!
foi preciso esta grande onda para eu encontrar o trabalho do primo Tó Mané, na famosa foto que já deu volta ao mundo!
PARABÉNS primo!

e aqui venho para semear votos de longa vida ao sabermos aproveitar o que de melhor temos, ao acreditar que os sonhos acontecem e que até podemos inspirar os outros, mas sempre se primeiro nos acreditarmos de tal. oiço ainda o primo falar da importância do trabalho de equipe, e de sentir que a foto nasceu intenção e virou acontecer.

Corre mundo a fotografia da onda gigante da Nazaré – País – Notícias – RTP.

o mês de dezembro trouxe um infindável número de eventos, atribulando e entupindo a capacidade de os partilhar em momento mais próximo aos acontecimentos per se. arrumo dezembro, giro a actividade de janeiro, preparo fevereiro, e o tempo segue indiferente a qualquer pedido de abrandamento…

neste artigo, partilho convosco algumas fotos de mais momentos que fazem memórias ricas, sorrindo ao reencontrar as lembranças no coração. são histórias com fios de ouro, que se multiplicam sempre que a reunião se proporciona ocorrer.

no próximo artigo partilharei imagens, palavras e sentires sobre o tão belo evento Help-Portrait – sobre o qual já vos falei em anteriores partilhas – este ano ainda mais produtivo.

boas festas

Dezembro 23, 2012 — Deixe um comentário

que o tempo se multiplique em oportunidades de celebrarmos cada Presente.
que cada Presente seja uma Festa : )

feliz natal

… quanto tempo o tempo tem.
o tempo responde ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.

perfaz-se mais um ciclo de tempo de uma despedida sentida. um ciclo que me parece tão grande e afinal, contas feitas, são apenas os anos que se podem contar com os dedos de uma mão.

as memórias visuais podiam ser muitas mais, não ocuparia espaço desapropriado a possibilidade de agora aceder a retratadas lembranças de tamanha comunhão. apanho-me em reconhecimento do potencial de me sentir mais rica por ter valorizado – em tempo devido – a oportunidade de registar em imagens descobertas imensuráveis. não creio que por isso que se faça menos presente, e em gratidão celebro o tanto que em mim ficou.

mommy

esta fotografia rabiscada num telemóvel, parecendo um desajeitado disparo aleatório, pela sua singularidade ganha uma proporção totalmente inesperada. afinal, será a proeza do balanço de cores, da proporção do espaço negativo/positivo, a fidelidade do número de píxeis e demais especificidades técnicas que farão uma fotografia ter valor? ou será o momento que ela capta, a mensagem que ela inspira, as memórias que ela acorda?

o caos do quotidiano é real_mente desafiante; a arte de construirmos sobre o que temos, de eleger o nosso único e singular ponto de vista, simplesmente retratando ou acrescentando significado pela chamada ao potencial que lhe atribuímos: cada um de nós com a sua incorporada lente. qualquer aparelho é apenas uma extensão dos instrumentos que já carregamos.

e continuando a expressar o que em mim sinto saber, diria ainda que o valor é apenas aquele que soubermos/quisermos atribuir: ao tempo, aos momentos, às memórias, às coisas, às pessoas, ao que temos e/ou não temos.

que as ausências nos recordem que estamos presentes: aqui e agora. que nos despertem, relembrando-nos a ser-fazer agora o que sentimos sublinhar o nosso máximo potencial – a beleza que carregamos – commemorando esse milagre: o potencial de a cada momento nos renovarmos.

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seria impossível esta foto ter sido captada por mim, mas, em parte, foi para mim.

uma demonstração de como é bom poder rever e recordar quem nunca esquecemos: por um lado certa que o mais importante ultrapassa uma qualquer imagem; por outro sabendo que uma imagem~lembrança também nos inspira, nos re~liga com um pedaço da infinita presença que nos mantém em conexão.

não há distância ou tempo que nos impeça de sentir.
se num dia como o de hoje o teu corpo de mim se despediu, o teu espírito em mim assim vive: nas lembranças que escolho commemorar, na centelhas tuas que escolho expressar.

pelas presenças e ausências, pelo que me recordo e pelo que não me lembro, sobretudo pela Vida que por ti me chegou: * gratitudĭne patre *

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rodinhas

Agosto 28, 2012 — Deixe um comentário

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[ ainda não foi desta que uma estruturada sessão aconteceu… seguimos aproveitando as oportunidades, procurando os melhores locais disponíveis entre enquadramentos estranhos e luzes improváveis. gostei deste momento, embora diga o entendido que o truque ainda não está como ele o quer… ;]
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a quatro rodas

Maio 18, 2012 — 2 comentários

há vários meses que, juntamente com o artista nestas fotos captado, tentamos agendar uma sessão para fotografar os progressos na prática do ‘executar figuras numa prancha munida de quatro rodas, conservando-se inteiramente de pé’.
esta sessão foi realizada em 2009 e estamos certos que estamos os dois mais capazes de produzir capturas mais arrojadas!

enquanto o bom tempo e a disponibilidade das partes ainda não se conseguiram reunir, para além dos preparos de inspiração própria, vou recebendo estímulos como este delicioso vídeo:

ainda se lembram de brincar com a sombra?
inseparável, dá jeito aprender a tê-la como a nossa melhor companhia… : )

nem só de máquina na mão se faz fotografia e eu adoro cada fase.
rabisco os planos para uma próxima sessão, onde fotografarei mais um sonho – daqueles que chora quando nasce : )  algumas das capturas resultantes, partilharei por aqui.

as três escurinhas aqui em baixo são memórias que tentarei tornar mais visíveis. uma prenda do primo R. que nos brindou com uma sessão de slides, relembrando-nos como é bom reavivar memórias de sorrisos e momentos partilhados: celebrarmos presenças, ausências e os imparáveis processos de crescimento. o tempo voa, memórias ficam.

cosido.comigo

Abril 13, 2012 — 1 Comentário

a vida por vezes leva-nos ao limite de acreditarmos que cada momento é de crescimento e evolução, pedindo-nos com mais força que ponhamos em uso dons e/ou práticas amadas em domínios de expressão pública.

há uns meses, a mana Z. arregaçou mangas, agarrou-se às linhas e padrões tecidos para dar forma a um vasto catálogo de coloridas peças cosidas – nasceu a cosido.comigo :)

partilho algumas das fotografias que fizemos para o promoção inicial, na altura em que produzimos os primeiros passos dos canais de comunicação: imagem e página de facebook.
mais informações sobre os produtos e como os adquirir, podem aceder à página do facebook da cosido.comigo ou usar os contactos presentes no blog em construção.

se precisarem de uma mão para vos ajudar a divulgar produções vossas, enviem-me um e-mail. mais informações sobre valores, aqui.