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temos poucos dias para travar a exploração de petróleo planeada para a costa vicentina! está aberto um periodo de consulta pública – até 16 de Abril – onde somos todos convidados a contribuir para a única forma de travar este insano projecto.

o processo de exploração de petróleo (fracking prospection), consiste em escavar e colocar explosivos em áreas onde haja potencial petróleo escondido debaixo do solo aquático. uma vez quebradas as rochas, é injectada água quente com diferentes compostos químicos para que – da desorganização causada pelas explosões – possa ser extraído com facilidade qualquer vestígio de petróleo.
esta técnica tem criado catástrofes em inúmeros locais, e tem um tempo de vida muito curto até que a produtividade desse furo desapareça. o local é destruido, abandonado e seguem-se para novas explorações em outras áreas. é uma operação física e energeticamente pouco rentável – já que toda a energia investida para extrair qualquer petróleo é quase equiparada ao total de petróleo gasto para a levar a cabo.
são ”investimentos estratégicos” pagos por todos nós e sobretudo pelo equilíbrio ecosistémico do planeta. riscos elevados para operações que financiam grandes coorporações, que nos colocam a todos debaixo de alvo para mais e mais catástrofes naturais.

é a voz de cada um de nós que agora importa! são as nossas vozes juntas que podem fazer a diferença. vamos dar corpo ao manifesto: marcha em LISBOA – 14 de Abril, 15H

mais informação:
Government issues further oil exploration licences off the Algarve coast
assinar petição:
ASMAA – Algarve Surf and Marine Activities Association is counting on you

 

 

porquê é que me emociono com os resultados do meu trabalho?
porque isso faz parte do que recebo de volta:

** não me canso de olhar cada uma das fotos e de cada vez que atento a um pormenor,
mais me apaixono por quem sou e pelo meu corpo. **

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” As poucas roupas que trazia no corpo, ficaram caídas no chão de madeira e a Isabel, pegou na sua máquina. Os disparos foram acontecendo de forma natural e a Isabel foi se transformando. As suas feições, a postura do corpo, a atitude, mudam.
Fui tentando encaixar o corpo, que a nú, parece tão maior e espaçoso.
Tentei relaxar e desfrutar da boa sensação de ser fotografada com toda a extensão de pele ao desnuo e a sessão foi acontecendo, de forma suave e natural. Numa comunicação quase silenciosa, o meu corpo falava com o da Isabel e a sua máquina captava cada momento.
(…)
A minha essência, a minha natureza, a minha singular beleza. Estavam todas presentes e tão bem registadas. Não me canso de olhar cada uma e de cada vez que atento a um pormenor, mais me apaixono por quem sou e pelo meu corpo.
A Isabel, é mais do que uma mera fotógrafa. Ela e a sua máquina, integram-se no objecto fotografado e uma espécie de alquimia acontecem, dando lugar a fotografias que mais parecem pedaços vivos de gentes e de emoções.”

como me hice, no volvería a hacerme. tal vez volvería a hacerme como me deshago. *
antonio porchia

a pausa veraneia de conteúdos justifica-se mais pelo súbito desaparecimento de ferramentas de trabalho do que pelo sazonal aproveitamento do calor da época.
têm sido longas as noites sem dormir, rápidos os dias de afazeres. em poucos meses a vida segue parecendo que me atravessa por anos.

partilho algumas fotos, que germinam a imensa vontade de recriar-me na expressão de uma criatividade que late. ainda não sei como a commemorare ressuscitará. talvez, como diz o poeta acima, à boleia de alguma inspiração do como a isabel se desfaz.

( fotos editadas em modo * magic portable paraphernalia *, espremendo a flexibilidade e paciência, agradecendo a versatilidade das modernices )

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testemunho ♡

Outubro 1, 2013 — 10 comentários

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na semana passada, nas caixas de entradas de mensagens recebidas, encontrei vários motivos para sorrir de orgulho – emoção com a qual não me sinto lá muito à vontade. embalada, para além de me desafiar a sentir orgulhosa, dupliquei a dose e dispus-me a partilha-lo!
saindo ainda mais da zona segura, arriscar até achar que me estou a promover…
ora cá vai:

há uns anos atrás tive oportunidade de dar assistência a um fotógrafo que acabara de conhecer. foi um trabalho pontual que, para a minha curva de aprendizagem, vi como uma oportunidade de alargar o meu léxico – fomos fotografar empresários engravatados na rigidez do ”encolhe a barriga, estica o peito, levanta o queixo, inspira, sorri”.
o G. regressou pouco depois à sua terra natal, do outro lado do globo, seguindo a sua carreira e percurso longe de um circuito que nos voltasse a juntar.

na semana passada, o G. contactou-me na vontade de voltar a ver as minhas fotos e eis que me ofereceu estes sorrisos (traduzidos):

* que linda sensação transmitem as tuas fotos e teu trabalho (que é múltiplo) faz tempo que não me sentia tão inspirado e dá-me uma nova motivação para continuar na fotografia – com uma nova óptica… 

* todas as referências que o meu editor me enviou para fazer este novo livro, a que mais gosto, a que mais inspira, a mais chega a meu coração e a que mais acho chegará ao publico alvo.. é o que vi hoje de teu trabalho.. é puro, belo e verdadeiro… tens uma sensibilidade maravilhosa… fez-me sentir saudades dos tempos quando quis ser fotografo :) 

* sinto pena não ter tido mais tempo para partilhar estas experiências da vida e da fotografia contigo… Até  me senti estúpido de te ter convidado para me ajudar aquela vez naquele trabalho, quando sinto que seria teu assistente feliz!

* vi o teu blog, site, e links  e tudo vem do coração… sinto algo novo em mim por te ter contactado e ter visto e sentido através do que escreves, desenhas e fazes….. estou grato, estou feliz e és uma pessoa maravilhosa que me orgulho de conhecer.

* acabo de mostrar o teu trabalho ao editor da revista Wain e parabéns! ele concorda que são fantásticas referências! 

 

e pronto, desculpem lá o ”lamber as minhas botas”.
junto isto aos feedbacks que tenho recebido dos novos livros, das sessões que vou entregando, das partilhas motivadoras que vou tendo e …. sorrio.

é verdade:  eu ponto o coração no que faço e acontece-me com frequência, ainda hoje assim foi, estar a ‘revelar’ fotos de lágrimas nos olhos – emocionada pelo que o momento me faz sentir, e devotada ao laço de relação de amor com que cuido do pedaço de confiança, relação e revelação que cada foto me oferece.

na dança das emoções que a vida nos oferece, reflectindo sobre como os caminhos nos levam de sintonia em sintonia, tenho-me sentido cada vez mais privilegiada por reconhecer, autorizar e expressar prazer naquilo que faço.

e gosto de dizer que gosto do que gosto…
e reconheço que gosto de ouvir o que sentem sobre o meu trabalho: motiva-me para continuar, para melhorar, para arrebitar, para fundamentar, para divulgar, para contagiar, …

de alguma maneira, parece-me que reina um pudor em assumir o que sentimos.
como se isso nos enfraquecesse, ou como se o sermos insignificantes ao que nos rodeia nos fizesse superiores.
como se nos mantermos distantes nos mantivesse seguros… será?

retomo o início do que escrevia e agradeço o crescente processo de me autorizar a sentir, e a expressar o que sinto.
até o orgulho, quem diria….

será que vos contagio? commemorem e commemorem-se.
a mim sabe-me bem ver-me-nos a sorrir : ) 

 

(^ bem-hajas querido Rui pela fotografia ao sorriso ^)

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