☾ des~cobrir ☽

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DESCOBRINDO-NUS, a beleza destapada
[ * work in progress * ]

um corpo conta uma história, como uma fábrica de eventos, um tecido de factos.
o que lhe adicionamos, ao interpretá-lo, enriquece-nos ou limita-nos?
que caminho queremos traçar e quão livres nos queremos sentir?

este projecto nasce do propósito de nos enraizarmos em nós mesmos, de vestirmos orgulhosamente e em autenticidade a totalidade do nosso corpo:
* aceitarmos-nos como somos, reconhecendo a nossa beleza intrínseca; aceitarmos os outros na sua real beleza expressiva – libertadora filantropia.
* celebrarmos a nossa existência, também corpórea, inspirando-nos a embeber os nossos tecidos na magia que uma visão respeitosa lhes confere –  pura medicina.
* reconhecermos o nosso corpo como potencial de crescimento, como um aliado à expressão plena de um ser vivo – criativa alquimia.

através deste projecto, proponho-me a usar a minha sensibilidade, intuição, movimento e equipamento para a captura de imagens que nos ajudem a identificar a beleza da matéria-corpo-nu com que vivemos.
promovendo uma visão limpa e desobjectificada dos corpos, liberta de estigmas e tabus, para a captura de imagens que nos inspirem uma relação saudável e responsável com o nosso corpo e, por conseguinte, com os corpos que nos rodeiam.

ao louvarmos a coragem de nos expormos activamos um processo de construção de novos conceitos e novas formas de relação com o corpo, libertando-nos para criações mais expontâneas e verdadeiras – onde quem é fotografado poderá ver-se reconhecido e identificado, reconhecer-se e identificar-se, nessa declarada e inspiradora coragem.

seremos capazes de abraçar a beleza do nosso corpo agora – a sintonia perfeita de cada curva, cada prega, cada marca, cada ausência – despidos de juízos, comparações, imaginações, sugestões e interpretações?

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( :    intenção    : )
com estas fotografias pretendo dar forma a uma corpo expositivo, virtual e físico, que visa transmitir e inspirar esta capacidade de habitarmos autenticamente e inteiramente os nossos corpos, assumindo e comemorando a beleza que, também com ele, somos.

mais info > aqui.

 Quando se fala da mulher selvagem, não é necessariamente de uma mulher que corre nua e desgrenhada por bosques e clareiras. A minha visão é a de uma mulher que se apropria do seu ser essencial e intuitivo e se desnuda em actos verdadeiros perante si própria e os outros. Diante da câmara, que em silêncio discreto me espreitava, acordei essa mulher selvagem em mim, que ousou mostrar a sua intimidade sensual assumindo a passagem do tempo pelo seu corpo sem receio de olhares críticos e julgadores. E o que resultou foram registos de momentos de beleza e comunhão de um corpo, vivendo a sua sacralidade, com o olhar sensível que estava por detrás da lente. . .

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No início era o misto de contentamento e gratidão por participar, em carne e alma, neste projecto bendito, com o receio de ser confrontada com um reportório de poses eróticas convencionais apanhadas da cultura em que cresci e que não definem a mulher que sou, assim como com a autocrítica e desamor pelas  partes mais disformes e, logo, imperfeitas do meu corpo.

Veio o durante e, com ele, uma fluidez crescente, um estar Presente: sendo, brincando, parindo as várias personas que se queriam manifestar. Descubro que ele – o Corpo – é uma identidade própria, sendo cada postura, cada gesto, cada expressão um traço dessa identidade: eterna e mutante, simples e complexa ao mesmo tempo.  Descoberta, estou em crer, apenas possível pela conexão que decido a cada dia manter com ele: escutando-o, honrando-o, seguindo-o, expandindo-o, integrando-o, chamando-o, quando ele (aparentemente) não se manifesta. E apenas possível pelo amor que emana da tua presença, Isabel, que leva a um respeito, liberdade e entendimento sábio na captação da sua linguagem.

No final, a sensação de me ter banhado num mar de oportunidade-dádiva tão suave e reveladora. No final, sentir-me um receptáculo da oferta pura, sensível e natural do teu olhar, que transmitiu que o meu corpo tem já uma história feita de capítulos-marcas reais, que me devolvem a noção de que a vida acontece-me a cada instante. Por isso, no final… um novo princípio.

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Gostei muito da experiência e espero vir a repeti-la noutros cenários, para registar e celebrar a passagem do tempo pelo meu corpo. Fizeste-me sempre sentir à vontade, divertida e empoderada. Todas as mulheres deviam ter a sorte de ter uma sessão fotográfica assim. 

Fazer uma sessão de fotografia com a Isabel é um privilégio.
Ela cria um ambiente intimista e criativo.
Sabe fazer-nos sentir especiais em frente ao clique da máquina fotográfica.
O resultado é real, sem photoshop.. e não poderia ser mais belo! Uma terapia para nos celebrarmos a nós próprios, o deleite que é estarmos aqui e agora com os nossos corpos em beleza absoluta..

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Quando se conhece alguém assume-se que se conhece, até que nos despimos… mesmo quando já nos despimos antes, quando nos despimos, de tudo, até da pressão da presença e da mirada do desejo, ficamos entre nós, entre pessoas que realmente se conhecem. Tudo o que acontece nesse tempo brilhante, nesse espaço, nesse local onde o corpo e a alma flui, é poesia. Sou mais um dos felizes contemplados com a mirada e o registo da Isabel, nunca mais ninguém me observará nem registará como ela, porque aqueles momentos nunca mais se repetirão, e Isabel há só uma. Humildemente agradecido e feliz.”

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As questões estéticas têm por tras a fantasia de que um corpo menos perfeito será menos amado, de que um parceiro/a vai preferir alguém mais bem feito e gostar mais dessa pessoa pela sua maior beleza.. grande engano, se isso fosse verdade a Marilyn teria sido muito amada e feliz.
Toda a gente diz “Sou eu que não gosto de me ver assim” Pois.. mas se vivessemos num mundo onde a nossa barriga “estragada” fosse a menos estragada de todas, não seria isso um motivo de orgulho?
Então que se lixe a “estética” comparativa. O corpo é belo porque é sensível, caloroso, dá prazer a nós e aos outros, pelo sexo, pelo abraço, pelo aconchego. O corpo não é só para ver, é principalmente para tocar, para sentir, está carregado e energia, que é muito mais interessante e permanente do que a forma. Cada vez mais tenho orgulho das minhas marcas, chamo aos derrames das minhas pernas as minhas tatuagem naturais, tenho nas pernas tatuados rios. Para amar, um corpo perfeito é a menos necessária das coisas. Necessário é ter um corpo vibrante, vivido, com uma história, com emoção.
Muito grata à Isabel Gonçalves por estas viagens!

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amei* amo* e estou inspiradissima com esta viagem que fizemos juntas. . .

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sentir e partilhar a transformação do corpo e da alma com a lente da Isabel, onde tudo toma um volume natural, cheio, pleno, completo em si próprio.

obrigada pela viagem
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