verbo descobrir

Fevereiro 14, 2014 — Deixe um comentário

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verbo
Palavra com a qual se afirma a existência de uma acção.

descobrir

verbo transitivo
1. Achar o ignorado, o desconhecido ou o oculto.
2. Fazer um descobrimento.
3. Chegar a conhecer.
4. Notar.

verbo transitivo e pronominal
5. Destapar.
6. Mostrar.
7. Manifestar; revelar.
8. Avistar; ver; alcançar com a vista.
9. Inventar.

verbo intransitivo
10. Aclarar, clarear a atmosfera; romper (o sol) as nuvens.

verbo pronominal
11. Tirar o chapéu (ou o que se tem na cabeça).
12. Cumprimentar (descobrindo-se).
13. Expor-se demasiado apresentando muito corpo (Esgrima).

 

abençoada por ter clientes assim!

A Sexta de Bicicleta de Míriam Bettencourt (in P3)

Não abdica da bicicleta nas deslocações para o trabalho — e nem os saltos altos a impedem de pedalar. Míriam Bettencourt enfrenta as subidas de Lisboa enquanto canta e passa pelos carros.
http://p3.publico.pt/vicios/em-transito/10759/sexta-de-bicicleta-de-miriam-bettencourt

 

o João Sem Medo é um espaço onde é possível encontrar incentivos à mudança, por vezes prevista por vezes inesperada.

enquanto participante de várias propostas, trago sempre o espanto de ver possível acontecer com tamanha dádiva e solicitude eventos tão enriquecedores e estimulantes. deixo-vos o convite a acompanharem a agenda e descobrirem os benefícios que esta comunidade pode trazer à vossa vida – um sublime estímulo à descoberta de que é possível saltar o “muro” que separa “chora-que-logo-bebes” (o mundo conhecido, a zona de conforto) e a “floresta branca” (o mundo desconhecido, a zona de desconforto).

a João Sem Medo celebrou 2 anos de existência, e aqui estão alguns registos desse dia de commemoração: http://www.joaosemmedo.org/openspacejsmfotos.html

 

 

Somos uma comunidade de pessoas empreendedoras com a missão de ‘derrubar todos os muros‘ ao acto de empreender, sejam materiais ou psicológicos.
Estamos focados nas pessoas e entendemos que todos podem aprender a utilizar o método ‘empreendedorismo’ para construir o seu futuro. 
Entendemos que o empreendedor é uma pessoa que procura assegurar a sua subsistência através do projecto que está a desenvolver, desafiando a incerteza, i.e., não se sabe à priori se terá sucesso ou não.
Por modelo de negócio, todas as nossas acções são gratuitas para a comunidade.
Somos uma empresa social de empreendedores para empreendedores. 

 

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nem sempre a ajuda mais necessária é visível e palpável.
após o tsunami do Japão, tive o previlégio de acompanhar a equipe da Fortunate Blessings Foundation para dar formação aos voluntários que acompanham crianças e famílias vítimas de incalculáveis perdas, oferecendo-lhes ferramentas de trabalho somático para desbloqueio de traumas.
para quem não viu as fotos, recordo-as aqui ^

neste momento a equipe está nas Filipinas, nas zonas afectadas pelo tufão Haiyan. mais uma vez, nem sempre a ajuda mais necessária é visível e palpável e, nem por isso, menos urgente.

post Via Flickr:
@ Japan with FBF Trauma Team
www.fortunateblessings.org

ciclos de tempo

Janeiro 6, 2014 — Deixe um comentário

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mmmmm…., será que já está na hora de ____ ?

aprendi que a velocidade do tempo é constante, e que a percepção do tempo variável.
descobri que o tempo pelo qual já passei é marcado mais por memórias intemporais do que por datas, e que a noção de um tempo futuro vive da dimensão dos desafios a que me atrevo sonhar.

olho ao meu redor e percebo que existe um mundo que me convida a seguir um tempo mecânico.
e olho cá dentro e sinto a existência do meu mundo que me pede que siga um tempo orgânico: feito de ciclos, de memórias, de emoções, de desejos, de transformações.
há várias horas que tenho muito movimento interno para sentir, e a dedicação à presença do meu mundo orgânico parece-me criar atrasos no mundo mecânico.

agradeço permitir-me a este tempo que para mim é mais real, e agradeço a compreensão de quem o tem respeitado.
e faço votos que nesta quadra de celebrações de datas possamos também encontrar a inspiração para celebrar e honrar a organicidade dos ciclos, a capacidade de estarmos alinhados com o que acontece aqui e agora – em cada um de nós. neste espaço/tempo não reconheço atrasos, apenas presença.

como diz um grande Amigo: ”até sempre, se não for antes” ♥

ciclos partilhados

Dezembro 17, 2013 — 1 Comentário

 

uma belíssima família que tenho a honra de acompanhar.
bem hajam por me convidarem a convosco celebrar os ciclos :)

 

 

 

 

mimos e presentes

Dezembro 13, 2013 — Deixe um comentário

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a
quadra natalícia, recheada de interpretações culturais e pessoais, invade-nos com estímulos para mimarmos uns e outros.
eu sigo com o mesmo mote de há alguns anos atrás: que o Natal nos traga a dádiva de Sermos Presentes. nos mimarmos a nós e aos outros com a nossa presença, a nossa inteireza.

e este ano não resisto a adicionar um estímulo extra… para quem gosta de oferecer mimos físicos, deixo a sugestão para os livrinhos que aqui vos tenho apresentado:

~ commemorando de boca cheia ~
edições de pequenos livros de cozinha, como fascículos coleccionáveis de diferentes temas,
assentes na intenção de cozinhar mais saúde.

livros disponíveis: (mais informação sobre cada edição clicar sobre o nome do livro)
UM ALMOÇO ~ 8 receitas para uma refeição completa [6€ + portes de envio]
PIC’a SNACK ~ 8 receitas de snacks transportáveis  [6€ + portes de envio]
CACAU ~ 8 receitas dedicadas ao alimento dos deuses, acompanhado de uma barra de cacau 100% BASIC da Zotter [9,5€ + portes de envio]

preços especiais em opção de compra por pacote:
** aquisição dos 3 volumes em conjunto (barra de cacau incluída) = 20€ (desconto de 1,5€)
** aquisição de 8 exemplares (sem barra de cacau) = 45€ (desconto de 3€)

: COMO ENCOMENDAR :
1) enviar um email para  isabooo @ gmail.com indicando qual e quantos exemplares de cada livro pretende.
receberá uma resposta indicando o valor total da encomenda, e o NIB para o qual fazer o pagamento.
2) enviar o comprovativo da transferência e a morada onde deseja receber os livros.
3) aguardar cerca de 10 dias úteis, salvo informação em contrário, para receber os exemplares em casa.
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mais informações: ~ commemorando de boca cheia ~
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** ESPECIAL NATAL: nos dias 19, 20 e 21 é possível levantar encomendas na Feira de Natal do Principe Real, na banca da cosido.comigo :) **

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darmo-nos à luz

Dezembro 12, 2013 — 4 comentários

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não me recordo como foi para mim mas imagino que para um bebé o parto possa ser visto como um processo de morte. termina a sua vida intra-uterina e começa a aventura de respirar pelos seus próprios pulmões.
para a mãe, também imagino que o parto seja um processo de morte: termina a fase em que gerou no seu ventre um ser para corajosamente dá-lo à luz. parece-me ser uma enorme expressão de Amor: darmos alguém à luz.

talvez esta relação entre morte e nascimento vos pareça disparatada. para mim são inevitáveis: a relação que temos com estas dinâmicas revelam-se como oportunidades de expressão de um Amor inteiro.
e se cada dia morremos e nascemos mil vezes, temos sempre a oportunidade de nos voltarmos a dar à luz, de sermos luminosos, de inspirar-mos os outros a o serem também.

inspira-me a coragem desta super mãe, que estará prestes a abraçar pela primeira vez a pequena A.
parabéns querida C, bem hajas pela luz que te permites irradiar.

Clearly all fear has an element of resistance and a leaning away from the moment. Its dynamic is not unlike that of strong desire except that fear leans backward into the last safe moment while desire leans forward toward the next possibility of satisfaction. Each lacks presence. Each is a form of attachment…. We say it is death that causes all this fear, but it’s really caused by our attachment to past fears. Especially in times of stress, we need to follow well-worn paths and patterns. Our unwillingness to enter each moment fully, without judgment or the need to control it, simply produces more fear and resistance to that fear. * stephen levine

 ~

Todo o medo tem um elemento de resistência e uma tendência para nos afastar do presente. A dinâmica não é diferente da que ocorre quando surge um forte anseio: no caso do medo há uma inclinação para o passado, para um anterior momento de segurança, enquanto no anseio a inclinação dirige-se para o próximo momento de possível satisfação. Uma falta de presença, uma forma de apego. Não é a morte em si que traz medo e sim o apego aos nossos medos do passado. Especialmente em momentos de stress, sentimos necessidade de recorrer a padrões já conhecidos. A nossa resistência a entrar em cada momento em inteireza, sem julgamentos ou necessidade de controlo produz mais medo e resistência. * stephen levine

a mudança

Dezembro 3, 2013 — Deixe um comentário

ou o efeito de não resistir ao inevitável processo de avançar.

aqui, na minha biblioteca de imagens, em retratos de uma família em casa nova.
aqui, na minha biblioteca interior, em rendição ao que a vida – em mim e até mim – traz.

o alimento dos deuses

Novembro 28, 2013 — 5 comentários

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será tendencioso dizer que este é o livrinho mais delicioso? divinal? irresistível? de lamber os dedos? de chorar por mais?

apresento-vos o terceiro volume da série de livrinhos coleccionáveis, desta vez com 8 receitas totalmente dedicadas ao cacau:
a mágica medicina que tantos reconhecemos como imprescindível!

os princípios mantém-se os mesmos:
* 8 receitas, agregadas por uma argola metálica que permite pendurar o livro e/ou anexar os diferentes fascículos num caderno maior;
* receitas sem quaisquer produtos animais, lácteos ou açúcar;
* impressão local, tintas vegetais sobre papel nacional 100% reciclado.

novidades:
* vem acompanhado da melhor barra de cacau do meu mundo: 100% BASIC da Zotter.

é que na verdade, não é o livro em si que tem todos esses atributos, e sim o resultado de colocarem as mãos na massa.
que a barra vos sirva como estímulo a derreterem-se com estas iguarias :)

as receitas incluídas são:
 ~ tarte crua com framboesas ~ miss mousse ~ bolo com gás ~ bombons de alperces e avelãs ~
~ bolo de bolacha e amazake ~ queques de laranja e gengibre ~ salame com castanhas ~ copinhos com pera  ~

mais informações sobre preços, COMO ENCOMENDAR, e sobre as restantes edições, aqui: commemorando de boca cheia

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~

~ saborosas novidades em breve :)

~ saborosas novidades em breve :)

raízes

Novembro 21, 2013 — 1 Comentário

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por mais voos que dê, de quando em quando urge-me a necessidade de regressar às raízes.
não sei explicar onde elas estão, suponho que talvez nos abraços das gentes com quem cresci, na terra que acolhe os que me deram luz.
ou quem sabe seja também um conceito de interioridade: permitimos-nos estar em contacto com as nossas raízes em resposta a estímulos que determinadas relações nos inspiram – relações com locais, gentes, emoções, estados de espírito.

uma curta viagem rumo ao norte permitiu-me desfrutar de re-ligações das quais sentia saudades, em tempo em que as folhas dançam também o seu movimento até à terra. visitar locais cheios de memórias, caminhos, pedras, edifícios que me falam em dialectos que só eu posso decifrar. que falam a cada um que por eles passa se estivermos dispostos a escuta-los. oiço tocar os sinos da igreja, abrem-se portas de capelas privadas, corações e pedras serpenteiam o caminho, sou acolhida em casa onde bate a chuva nos vidros, se assam castanhas, partilha-se à mesa conversas que se prolongam, e mimos que se arrastam.

e sinto também a minha realidade de sentir que casa é, para lá de um espaço geográfico, onde nos permitimos aterrar inteiros, habitando-nos. onde deixamos cair máscaras e papéis – há abraços que são casa, músicas, cheiros, espaços, estradas, tendas, bancos de jardim. habitar-me com esta presença traz-me a possibilidade de dar e receber mais, e de reconhecer o que cada um destes espaços me traz, o que me faz sentir e como me inspira: casa-raíz, casa-voo, casa-semente, casa-tronco, casa-ninho, casa-voo, casa-trampolim, …

as raízes das palavras também me intrigam. fazer casa, assim em inteireza, é possível em tantos momentos: casar.
como diz o querido emídio, casamento há só um: é comigo. e desta relação de inteireza posso construir relações mais inteiras com outros, ir criando casas; ir-mos-nos casando.
sou poli-casada. uau. que luxo.

* bells

Outubro 25, 2013 — Deixe um comentário

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tenho a honra de fotografar corpos. o privilégio de os reconhecer belos, expressivos, autênticos. as fotografias deste artigo são sessões não planeadas, que ocorrem na magia do espaço contíguo ao que agora também habito.

aproveito-as para vos apresentar a Bells & Springs, uma casa onde se cuida de corpos, onde se honra a sua funcionalidade, enaltecendo o serviço que o corpo presta à expressão de quem somos.
as artes ensinadas estão aos cuidados de mestres que se revelam na presença e atenção a quem os procura, disponibilizando o seu compromisso em dar o melhor de si para descobrir e fortalecer o melhor em cada aluno.

prestes a entrar num fim de semana profundamente dedicado à inerente sabedoria dos corpos, deixo-vos a inspiração de nos comprometermos com o respeito e sintonização para o que o corpo nos pede: seja movimento ou quietude, aceleração ou abrandamento. o que te faz sentir mais vivo, o que te faz tocar a tua campainha, a tua bell?

boas respirações ;)

PIC’a SNACK

Outubro 18, 2013 — 3 comentários
este livrinho já foi à feira, já anda de mão em mão, já viajou de avião e chegou a hora de receber atenção num artigo só para ele.
é um pequeno fascículo de receitas saudáveis e saborosas, numa fusão do faça-você-mesmo e da portabilidade:
receitas para refeições em movimento ou para pequenos snacks a meio do dia, doces e salgados.
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as receitas incluídas são:
bolas de arroz * barrinhas de amendoim * patês vegetais * bolachas cruas * wraps de arroz * cubos de sésamo *
* sandes de tofu e pickles rápidos * boost de limão e figo

mais informações sobre como encomendar e novas edições, aqui: commemorando de boca cheia :D

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alguns feedbacks recebidos:
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Parabéns pela estética, que está super apelativa, desde as fotos que dão vontade de comer, ao design que deixa tudo respirar em harmonia. Parabéns pelas receitas que me parecem DELICIOSAS e além do mais super nutritivas e contribuidoras de um bem-estar integral. E parabéns pelo carinho que colocaste na coisa, que transparece em todos os cms2 da tua obra.
Por tudo isso, PARABÉNS e continua!!
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Adorei!!! Foi das prendas mais lindas que dei a mim muito obrigada!
*

parabéns pelo livro – todo ele é ‘cuidado’ (‘care’)

imagem, o texto, a receita, o modelo, … gostei muito
gosto muito da tua prototipagem e sinto-a na direcção certa
*
Acabei de receber os dois livrinhos! Adorei!
Obrigatórios em qualquer cozinha! :)
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neste privilégio de trabalhar com a intimidade como paixão declarada, enquanto estou operativamente criando imagens ou desenhando contextos, estou simultaneamente em reflexão sobre o que esta relação artista-objecto me desperta, me inspira ou cataliza.
é quase como estar a trabalhar em distintos planos ao mesmo tempo, como estabelecendo uma conversa comigo mesma sobre as emoções e ideias que me apanham pelo caminho.

no passado fim de semana fotografei pela primeira vez um casamento entre dois homens.
foi para mim uma honra ter sido convidada para esta tarefa de captar a magia de nos autorizarmos a celebrar quem somos, questionando os condicionamentos que fomos aceitando.

foi uma cerimónia muito bonita e emotiva, que me desafiou mais uma vez a rever como me autorizo eu a expressar quem sou ou o que sinto.
deixo-vos a minha certeza – não há condicionamento externo mais forte dos que eu mesma me imponho.

sinto que vivo e amo cada relação que tenho de uma maneira única, que inclui mais ou menos campos de expressão, mais ou menos contacto.
tenho vindo a questionar o que determina a amplitude destes campos que ora se tocam, se abraçam, se acenam, se envolvem…  e segue sendo uma aventura maravilhosa descobrir que, se num determinado momento e contexto escolho alargar e autorizar mais expressões, dá-se um efeito exponencial e com impacto em todas as relações – como se fosse recordando novos dialectos, que passam a estar disponíveis quando o momento ou a vontade assim determinam.

queridos noivos, bem hajam por me permitirem vivenciar este dia convosco, varrer mais uns cantos da minha casa interna de emoções e aspirações.
celebro aqui também as relações que a vida me oferece, seja na dinâmica de aceitar desafios e desentendimentos ou no deleite de encontrar comunhão, visão e expansão.

 

 

cada sessão de fotos para mim é uma oportunidade de celebrar a vida e beleza de cada pessoa presente (a minha também :).

delicia-me especialmente trabalhar com a magia resultante de uma presença ”imperceptível” e a intimidade declarada.
gosto de fazer o possível por me manter invisível ao que naturalmente ocorre, sem abdicar do campo de proximidade que a relação propõe.
algumas sessões pedem mais de invisibilidade, outras mais de intimidade.

gosto de me manter invisível para poder captar o que ocorre espontaneamente, sem o efeito ”sorriso para a câmara”, sem o efeito”encolhe a barriga para pareceres mais elegante” ou ”estica o peito para ficares mais alto”.

e gosto de trabalhar a intimidade exactamente pela mesma razão, pelo que somos espontaneamente.
intimidade para mim é a crueza presente, sem querer parecer o que não é ou esconder o que é.
sou íntima comigo na relação da descoberta de quem sou, no processo de procura do que me motiva a escolher a e não b, a fazer c e não d, a aspirar z e não t, a querer x e também y.

ao te oferecer a minha intimidade, mostrando-me como sou, descubro-me: quem sou eu perante uma outra presença, quem sou eu perante a tua presença? ao te oferecer a minha intimidade, conheço-te: quem escolhes tu ser perante a minha presença?

trabalhar com intimidade amplia-me as oportunidades e possibilidades de descobrir quem somos.
e para mim este é o caminho para encontrar a verdadeira beleza que todos carregamos. a beleza da relação com a nossa realidade, com o nosso potencial presente – desejoso por ser reconhecido e infinitamente ampliado.

esta é a descoberta que me entusiasma nesta relação: invisibilidade e intimidade.
e
talvez seja este o segredo da minha fotografia.

por ter o prazer de partilhar intimidade com pessoas muito diferentes, com visões da vida bem distintas e em contextos singulares, o trabalho fotográfico aqui exposto reflecte obrigatoriamente a relação que cada fotografado tem com a exposição da sua intimidade – com o que se sente confortável, nos determinados momentos ou contextos.

voto que o que aqui exponho possa servir de inspiração para um contágio pela autorização de sermos nós mesmos, sozinhos ou acompanhados, perto ou longe de uma câmara. e uma ode que honra simultaneamente o gosto de declararmos sem reservas quem somos, onde estamos, como estamos, porque estamos… e  o recato de nos reservarmos, de guardarmos como um tesouro escondido pérolas da nossa experiência.

esta é a intimidade que torno visível hoje: o meu entusiasmo por cultivar esta dinâmica de intimidade em tudo o que me passa pelas mãos, com todas as mãos que aperto, com todas as mãos que me tocam, que me acenam, que me abraçam, que me inspiram.

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testemunho ♡

Outubro 1, 2013 — 10 comentários

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na semana passada, nas caixas de entradas de mensagens recebidas, encontrei vários motivos para sorrir de orgulho – emoção com a qual não me sinto lá muito à vontade. embalada, para além de me desafiar a sentir orgulhosa, dupliquei a dose e dispus-me a partilha-lo!
saindo ainda mais da zona segura, arriscar até achar que me estou a promover…
ora cá vai:

há uns anos atrás tive oportunidade de dar assistência a um fotógrafo que acabara de conhecer. foi um trabalho pontual que, para a minha curva de aprendizagem, vi como uma oportunidade de alargar o meu léxico – fomos fotografar empresários engravatados na rigidez do ”encolhe a barriga, estica o peito, levanta o queixo, inspira, sorri”.
o G. regressou pouco depois à sua terra natal, do outro lado do globo, seguindo a sua carreira e percurso longe de um circuito que nos voltasse a juntar.

na semana passada, o G. contactou-me na vontade de voltar a ver as minhas fotos e eis que me ofereceu estes sorrisos (traduzidos):

* que linda sensação transmitem as tuas fotos e teu trabalho (que é múltiplo) faz tempo que não me sentia tão inspirado e dá-me uma nova motivação para continuar na fotografia – com uma nova óptica… 

* todas as referências que o meu editor me enviou para fazer este novo livro, a que mais gosto, a que mais inspira, a mais chega a meu coração e a que mais acho chegará ao publico alvo.. é o que vi hoje de teu trabalho.. é puro, belo e verdadeiro… tens uma sensibilidade maravilhosa… fez-me sentir saudades dos tempos quando quis ser fotografo :) 

* sinto pena não ter tido mais tempo para partilhar estas experiências da vida e da fotografia contigo… Até  me senti estúpido de te ter convidado para me ajudar aquela vez naquele trabalho, quando sinto que seria teu assistente feliz!

* vi o teu blog, site, e links  e tudo vem do coração… sinto algo novo em mim por te ter contactado e ter visto e sentido através do que escreves, desenhas e fazes….. estou grato, estou feliz e és uma pessoa maravilhosa que me orgulho de conhecer.

* acabo de mostrar o teu trabalho ao editor da revista Wain e parabéns! ele concorda que são fantásticas referências! 

 

e pronto, desculpem lá o ”lamber as minhas botas”.
junto isto aos feedbacks que tenho recebido dos novos livros, das sessões que vou entregando, das partilhas motivadoras que vou tendo e …. sorrio.

é verdade:  eu ponto o coração no que faço e acontece-me com frequência, ainda hoje assim foi, estar a ‘revelar’ fotos de lágrimas nos olhos – emocionada pelo que o momento me faz sentir, e devotada ao laço de relação de amor com que cuido do pedaço de confiança, relação e revelação que cada foto me oferece.

na dança das emoções que a vida nos oferece, reflectindo sobre como os caminhos nos levam de sintonia em sintonia, tenho-me sentido cada vez mais privilegiada por reconhecer, autorizar e expressar prazer naquilo que faço.

e gosto de dizer que gosto do que gosto…
e reconheço que gosto de ouvir o que sentem sobre o meu trabalho: motiva-me para continuar, para melhorar, para arrebitar, para fundamentar, para divulgar, para contagiar, …

de alguma maneira, parece-me que reina um pudor em assumir o que sentimos.
como se isso nos enfraquecesse, ou como se o sermos insignificantes ao que nos rodeia nos fizesse superiores.
como se nos mantermos distantes nos mantivesse seguros… será?

retomo o início do que escrevia e agradeço o crescente processo de me autorizar a sentir, e a expressar o que sinto.
até o orgulho, quem diria….

será que vos contagio? commemorem e commemorem-se.
a mim sabe-me bem ver-me-nos a sorrir : ) 

 

(^ bem-hajas querido Rui pela fotografia ao sorriso ^)

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próximo fim de semana, no Parque das Conchas em Lisboa, arranca o programa Beautiful, Low Tech & DiY Solutions, organizado pela Terra Palha – Estúdio de Arquitectura e Bio-Construção.
o mote  do evento é:

Happening no Jardim com Terrapalha & Amigos! Bioconstrução, arquitetura, desenvolvimento humano, tecnologias apropriadas, técnicas faça você mesmo, tecnologia simples.
Entrada livre, sem pré-inscrição, por donativo, apoiamos a economia da dádiva, a co-criação e a cooperação.

e a commemorare entra aqui, na parte dos & Amigos!
no programa para domingo, dia 22, estarei oficialmente encarregue de partilhar a viva voz a minha experiência na cozinha – que conta com influências macrobióticas e crudívoras, mas é sobretudo muito intuitiva e visceral. será um curioso desafio partilharmos experiências sobre como responder à sintonização com a sabedoria do nosso corpo. junta-te para partilhares as tuas experiências!
o momento para esta partilha será das 12h às 14h30 (picnicaremos pelo caminho – traz comida para partilhar :)
(ver o programa completo: Programa FINAL Beautiful Low Tech.)

desafiada com este convite da Catarina, acelerei o processo do novo livrinho de receitas e surpresa: lá estará ele!
será mais um pequeno fascículo de receitas saudáveis e saborosas, numa fusão do faça-você-mesmo e da portabilidade.
receitas para refeições em movimento ou para pequenos snacks a meio do dia, doces e salgados.

para já deixo-vos uma visão da capa e, sigam até aqui para mais pormenores sobre como o encomendar.
ou, melhor ainda… apareçam no Jardim no domingo!
os livrinhos estarão lá, também à vossa espera :)

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nascida e crescida em família brasucotransmontana que nos anos do meu nascimento se rendeu à magia de Sintra, creio que só agora esgoto o número de dedos do meu corpo para contar o número de vezes que rumei em direção ao veraneante sul!
mais uma vez confirmo que adoro a nossa costa alentejana, vicentina, semi-algarvia, e guardo com especial carinho mais alguns recantos descobertos no nosso pequenito país – temperados com um calor mais seco e águas menos onduladas.

ficam algumas fotografias que, agradecida, adiciono aos álbuns das minhas memórias.
a cerimonial Praia da Ponta Ruiva – Sagres.

na Quinta do Vale da Lama, onde o despertutor foi convidado a partilhar a sua sabedoria em gestão de projectos, dragon-dreaming e transição interior.
estivemos por lá em dias de tremendo calor e uma vaga de mosquitos. cada fotografia, em linguagem de câmbio mosquitense, equivale a uma média de duas novas mordidas.

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a bem encoberta Praia da Murração, a deliciosa Praia dos Barrancos, e um regresso via Tróia-mata-saudades-de-família-que-emigra.

remate final com lânguidas e prolongadas demolhas na Barragem de Póvoa e Meadas, embalados pelas danças do Andanças.

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amanhã, reinicia-se a época das mágicas sessões.
bom fim-de-semana, bom regresso de férias, boas memórias, boas commemorações : )

~

contemplar a galeria de fotos dos últimos meses é simultaneamente inspirador e desafiante.
onde encontro o fio condutor entre a panóplia de temas que abraço?

recordo partilhas em que encontro generosas respostas:
~> que reconhecem o meu olhar, presença e visão do mundo em todas as sessões que partilho;
~> que ficam emocionadas ao ver as suas fotos, e encontrar novos pontos de vista sobre elas mesmas;
~> que os momentos que passamos juntos, em que são protagonistas e especiais convidadas de momentos em que se celebram, acrescentam-lhes uma visão mais confiante de si mesmas;
~> que é bom recordar que merecem atenção;
~> que a inspiração de encontrar novos locais, descobrir novos pontos de vista sobre locais conhecidos, os faz sintonizar com a magia que anda por toda a parte;
~> …

claro que fico cheia de um sorriso e com vontade de seguir acreditando nos meus sonhos de usar estas lentes com propósitos mais e mais inspiradores. é bom inspirar os outros e, confesso, é ainda mais saboroso confiar e entregar-me à possibilidade de me inspirar a mim mesma.
bem-hajam :)
antes de seguir para outras paragens, finalizando entregas de trabalhos e pedidos de orçamentos, repesco algumas sessões para vos deixar por aqui.

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momentos de celebração em círculos mágicos, sublinham-me o desafio de estar presente e usar as lentes numa distância o mais generosa possível.
têm sido muitos os círculos, femininos e mistos, inspiradores e desafiantes. neste escolhemos honrar – com dança, música e poemas – a casa Terra, esta nave cósmica que onde viajamos.

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e
ste outro círculo que tenho tido o privilégio de acompanhar é o do grupo de alunos que tem percorrido o caminho da primeira edição do curso de transição interior. estas fotos são da sessão de movimento que para eles preparei, e de um passeio informal que desfrutamos na serra de Sintra.
na sessão de movimento fomos re~descobrindo *como o nosso corpo nos serve e nos inspira, em cada escolha a que nos conduz por capacitação ou limitação; *como as células armazenam memórias, e *como criativamente as podemos comunicar (em formas, palavras, expressões e/ou movimentos) transmutando-as – em água transpirada, em água lagrimejada de choro e riso. vale tudo : ) [ no futuro divulgarei também as sessões que posso oferecer, a grupos que desejem desfrutar destas visões/ emoções/ descobertas ]
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os alunos têm partilhado como sentem que a corajosa escolha de se conhecerem em profundidade os permite alcançar uma maior liberdade, uma maior autonomia e capacidade de abraçar a vida. se quiserem saber mais sobre o curso, visitem o site do despertutor. está a ser preparado o calendário para a próxima turma, e um muito pedido nível de aprofundamento, aka nível dois.

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fotos de algumas sessões familiares, talvez mais convencionais, em que crianças e adultos desfrutam de passeios em família.
é bem curioso o trabalho de coordenar as expectativas dos pais, os desejos e necessidades dos filhos, os sorrisos desencontrados, as fomes inesperadas.
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a escolha das fotografias a divulgar por vezes requere bastante sensibilidade e algumas das sessões nunca chegam ao blog, já que alguns dos modelos preferem não ser identificados na sua exposição e, algumas das sessões que faço são extremamente íntimas. na minha opinião o grau de intimidade amplia a beleza de cada uma das fotos, e seja talvez nesta relação que as maiores revelações acontecem.
em todo o caso, cada sessão dá-me este privilégio de poder celebrar a imprevisibilidade da vida: sessões em casa, com nódoas e pijamas, são as minhas favoritas.

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e seguindo o tema da família, o verão e regresso de familiares emigrantes pede-me que nos juntemos e celebremos o potencial de estarmos juntos.
de nos inspiramos com o que recebemos dos nossos passados, criando e reforçando laços. gostava mesmo de poder viajar sem combustível, de forma rápida, para num instante ir ali e abraçar braços que tanta saudade sinto…

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verdade que família não é só de sangue, mas também acho inspirador a ”com incidência” da escolha de nascermos neste e não em outro berço, com esta e não outra história partilhada. às vezes mais próxima e colaborativa, outras vezes pedindo distância e tempo. estou a recolher fotos antigas, quero manter vivas histórias que – louvando o imaginário e sonho que alimentaram na minha infância – possam inspirar e informar o meu caminho de descoberta com a descendência crescente. recuperar fotos antigas requere muita paciência e provoca muitos sorrisos!

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termino com algumas fotos de uma aldeia dita cheia de vida, e que neste dia de passeio aparentava estar às moscas. não tarda muito lá estarei novamente, em braços amigos, prontinha a descobrir a famosa movida de uma terra pequena e especial: Barão de São João.
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o sul promete nos acolher com pompa e circunstância : )
espero vir com suficientes fotos para partilhas que inspirem, e se chegaram até ao final desta lenga-lenga, andarem pelo sul nas próximas semanas, e sentirem em vós o anseio de receber uma massagem fotográfica, tentem-me com um e-mail.

quem sabe nos podemos deleitar assim, em mútua inspiração.

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por magia, pelo mistério das com~incidências, porque ainda há quem acredite em milagres, e porque assim se quis que assim fosse…
há umas semanas atrás, ainda em dias frios e com especial companhia, descobri este local: zugarramurdi.

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localizado no país basco, entre gloriosas montanhas, desta localidade conta a história que foi um dos principais locais de actividade ‘brujeril’.
o que a torna mais conhecida e visitadas são as magníficas covas Sorginen Leizea (nome basco que significa cova das bruxas), escavadas pelo fluxo da água ainda corrente – a regata do inferno, e onde a cavidade maior conta com aproximadamente 120 metros de comprimentos e 12 de altura.
a cavidade maior é também chamada de palco do inferno e foi rica de inúmeros rituais, celebrações e práticas de medicina natural pagã, profundamente enraizados na cultura local.
esta zona foi também berço dos rituais chamados de aquelares ou sabbats, onde as bruxas se juntavam e celebravam as suas capacidades de viajar entre mundos, os polémicos pactos com o diabo.

com a invasão do domínio eclesiástico, este local foi marcado por massacres que visavam controlar o poder e exterminar o paganismo, criando uma onda de pânico por uma inquisição que necessitava de impor a sua autoridade.

zugarramurdi é epicentro desta informação, com um museu dedicado a contar a história das suas gentes e das provações por que passaram. são celebradas todos os anos festividades em louvor à história e valor que recuperaram, sem o folclore associado a uma fantasia de bruxas. louvando a sabedoria de uma cultura e práticas ancestrais, que ainda pulsam as suas verdades.
(zugarramurdi é alvo de destaque no documentário bloody tales of europe, da national geographic.)

para além da história, é um local de uma beleza e energia incríveis.
seja qual for a versão da história que escolhamos apadrinhar, a dos oprimidos ou opressores, haverá a sabedoria da natureza, do local, das células de vida que em todos pulsa (onde homem e natureza somos um) que transpirará a verdade que nos faz sentido trazer à nossa vida.
para mim, para além do deslumbre da visita, esta passagem trouxe-me fagulhas para a celebração do nosso potencial, inerente a cada expressão de vida, da nossa capacidade de conexão, do potencial da celebração em irmandade. mais do que uma cova, este espaço apresentou-se-me como uma passagem, um caminho que podemos sempre percorrer marcado pela escolha da margem que queremos habitar, o caminho do abraçar a sombra e a luz, dor e prazer.

talvez para a próxima me dedique menos a estes sentires e mais a fotografar…
bem hajas Amala por me fazeres levar a máquina na mágica caminhada que nos levou até lá!
o país basco não pára de me surpreender…

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enquanto ponho trabalhos em dia, carregada de mágicas sessões por trazer à luz, encontro as fotos da passagem de uma amiga por nossa casa que trouxe consigo este livro: The Spell of the Sensuous.
uma sensível e sensitiva visão sobre a relação do homem e o seu meio ambiente, onde o autor manifesta o tremendo impacto do contacto com a natureza e os elementos – sublinhando que a visível gradual ausência desta relação está na raiz de muitos dos problemas e/ou instabilidades actuais.

acabada de chegar da montanha, não podia vibrar mais com esta citação:

* Caught up in a mass of abstractions, our attention hypnotized by a host of human-made technologies that only reflect us back to ourselves, it is all too easy for us to forget our carnal inherence in a more-than-human matrix of sensations and sensibilities.
Our bodies have formed themselves in delicate reciprocity with the manifold textures, sounds, and shapes of an animate earth – our eyes have evolved in subtle interaction with other eyes, as our ears are attuned by their very structure to the howling of wolves and the honking of geese.
To shut ourselves off from these other voices, to continue by our lifestyles to condemn these other sensibilities to the oblivion of extinction, is to rob our own senses of their integrity, and to rob our minds of their coherence.
We are human only in contact, and conviviality, with what is not human. *
The Spell of the Sensuous: Perception and Language in a More-Than-Human World, David Abram

 

 

as fotos foram feitas em Sintra, no Santuário da Peninha e em Adrenunes.
que me inspire também a viver mais lá fora, em ligação, escuta e celebração desta tremenda casa-nave em que vivemos.

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hoje tive o privilégio de madrugar por aqui, numa das fabulosas obras da inspirada arq. Catarina Pinto [Terra Palha – Estúdio de Arquitectura].
e muito rapidamente, aproveito para partilhar umas informais e inesperadas fotografias, como estímulo a conhecerem a construção e o programa:

amanhã, dia 21 de Junho às 17h30: Inauguração da Arte Pública do Próximo Futuro nos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian.
será também o início da Festa da Literatura e do Pensamento do Sul da África a decorrer na Cabana dias 21, 22 e 23 de Junho.

cinema, fotografia, literatura, dança, … África.
alguém acredita que eu vou gostar?!

UM ALMOÇO, folheado

Junho 19, 2013 — 5 comentários

primeira fornada de um compêndio, versão colecção degustável…

UM ALMOÇO:
8 receitas simples, com o potencial de expansão à criatividade, temperadas com sugestões de como as enriquecer ou variar.
tal como foi o meu percurso, começando do básico de modo a permitir-me dar asas a explorações mais aventurosas.

sopa de miso * broa de milho & shitake * quinoa * brócolos ao vapor * feijão frade *
* abóbora hokkaido no forno * salada rica * pudim de chocolate & chia *

 

* A C T U A L I Z A Ç Ã O *
os exemplares que não haviam sido pré-encomendados esgotaram à velocidade da luz! : )
e, à velocidade do vento novos exemplares já estão disponíveis.

mais informações sobre como encomendar e novas edições, aqui: commemorando de boca cheia :D

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o tempo passa, os amigos multiplicam-se :)
que alegria acompanhar o crescimento tão único de cada um destes seres – que num ápice galopam centímetros, gramas, fraldas e choros.

~ parabéns ~

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( papás, há que carregar na foto do vosso respectivo rebento para acederem às restantes fotos :)

o pulsar visceral pelo movimento e a tremenda riqueza que reconheço na informação que me oferece, faz-me seguir apaixonada pelo mapa que os 5 Ritmos oferecem, ter tido a oportunidade de mergulhar intensivamente na prática, e querer continuar a espremer toda a sabedoria que a Gabrielle Roth nos deixou, em tão diversos registos.

cada momento em que tenho oportunidade de mergulhar nesta sabedoria, com o corpo ou com a mente, encontro inúmeras inspiraçãos para o meu dia-a-dia. deixo aqui uma tradução livre de um texto em que a Gabrielle apresenta sucintamente a raiz do que ao mundo ofereceu, e algumas fotos aleatórias das alegorias que criámos durante as práticas deste ano lectivo. cada um dos presentes em cada sessão sabe o quão mágicas e inspiradoras são estas criações – quem sabe vos contagiamos com a nossa vibração apaixonada.

A minha arte é a de inspirar pessoas a transformarem-se de dentro para fora, transformarem o seu sofrimento em arte, a sua arte em consciência, e a sua consciência em acção.

O movimento é o meu medicamento, a minha meditação, a minha metáfora e o meu método – uma linguagem viva na qual podemos confiar para que nos diga a verdade sobre quem somos, o que somos, com quem estamos, e para onde nos dirigimos.

E assim criei um caminho de dança sem fronteiras, sem limites, sem passos, sem princípios, sem fim … um centro em movimento.
(…)
Acredito no poder do movimento, na sabedoria da lei da gravidade, no vazio do verdadeiro amor.

No facto de que não há libertação que não inclua o corpo, na inexistência de uma ascensão que não aquela a que acederemos todos juntos, nenhuma maneira de nos desarmarmos que não seguindo um ritmo, nenhum modo de conhecermos a nossa profundidade se não abraçando a escuridão.

E na mais escura sombra da mais brilhante luz, está a dança que nos move a todos.

as sessões neste momento estão em modo pausa, e o pulsar pela sua nova expressão é forte. se ainda não experimentaram e querem saber mais sobre os eventos e retomar das sessões, enviem PF um email para 5rhythmsportugal@gmail.com, ou directamente para mim que farei cuidado em vos encaminhar toda a informação.

que a vossa intenção de se juntarem à prática seja também mais um contributo para a enraizarmos por cá.

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* to see *